Uma reflexão sobre crianças e adolescentes em situação de rua

23/06/2016

"Segundo pesquisa da SDH, em parceria com IDEST de 2011, temos 24 mil crianças e adolescentes em situação de rua: 3 em cada 10 pessoas em situação de rua são menores de 18 anos. A atuação do Estado com crianças e adolescentes em situação de rua segue duas lógicas principais, uma lógica de que as ruas das cidades devem ficar livres de crianças e adolescentes “pobres e pedintes” e outra lógica de que as crianças e adolescentes devem ficar livres das ruas para garantir seu pleno desenvolvimento. Em ambos os casos, a primeira ação é sempre tirar os adolescentes e as crianças da rua para então tomar outras medidas. [...] É preciso que a sociedade e os profissionais das políticas sociais optem pelo cuidado e pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes, mesmo quando em situação de rua", aponta Rubens Bias, analista de política social.

Até quando vamos fechar os olhos para o trabalho infantil doméstico?

16/06/2016

Em 2013, mais de 200 mil meninas trabalhavam no Brasil e ninguém as via trabalhar. Foram exatamente 213.613 meninas brasileiras com menos tempo de estudo por conta do trabalho. Mais de duzentas mil meninas, negras, perderam sua infância no trabalho infantil doméstico. "É preciso que revisitemos a maneira como socializamos meninas em nossa sociedade, que revisitemos o olhar que temos para a cidadania de meninas negras e pobres, e que percebamos que em se tratando de direitos, a lógica não pode ser o 'pelo menos', e sim, é pelo máximo, é pela plenitude que devemos nos relacionar com a efetivação de seus direitos", assinala Viviana Santiago, especialista em gênero.

O que fazer para proteger as crianças do abuso e da exploração sexual?

13/06/2016

"Mais do que denunciar, é necessário prevenir; é necessário que todos nós, como sociedade e como indivíduos, sejamos chamados a repensar nossa ideia de infância e olharmos as crianças como realmente são, sujeitos de direitos, para enfim lhes conferir a proteção integral que tanto necessitam, incluindo o saudável desenvolvimento sexual. Muito mais do que metáforas relacionadas ao perigo oferecido por estranhos, precisamos manter um diálogo aberto com os nossos filhos sobre violência e abuso sexual, a fim de lhes dar confiança para falar de qualquer problema sem medo de não ser levada a sério. Além disso, é importante prestar atenção em qualquer sinal de mudança de comportamento e saber com quem o seu filho se relaciona", afirma Raquel Azevedo.

A Classificação Indicativa precisa continuar

31/05/2016

Uma ação no STF, que pode voltar a ser julgada esta semana, quer derrubar a ‪#‎ClassificaçãoIndicativa‬ sob a justificativa que a norma acarreta em censura e assim fere o artigo 5º da Constituição. Mas será mesmo que os direitos de crianças e adolescentes e o direito à liberdade de expressão são inconciliáveis? Artigo na CartaCapital desmistifica esse suposto conflito. "A proteção de crianças e adolescentes face à exposição a conteúdos que possam prejudicar sua saúde e desenvolvimento psíquicos é de interesse de todos nós – e mecanismos como o artigo 254 do ECA, que visam dar efetividade a essa proteção, são essenciais nesse sentido. Por isso, a Classificação Indicativa precisa continuar."

Guia "Violações de direitos na mídia brasileira - volume III" é lançado online

16/05/2016

Na pubIicação, são apresentados os dados de pesquisa realizada em programas de rádio e TV das cinco regiões brasileiras, acusando níveis preocupantes de violações de direitos e de infrações a leis e a normas autorregulatórias do campo midiático. E a partir dos elementos constitutivos do modelo “policialesco” identificados na amostra, é aberto amplo debate sobre o fazer jornalístico — seus limites e responsabilidades.

Páginas

Subscribe to blog.andi.org.br RSS  Feed RSS