“Se Sujar” Educa: o que as crianças aprendem se sujando?

08/09/2017

Um dos primeiros contatos que temos com o mundo é por meio do tato. Levar objetos à boca, manuseá-los e movimentar-se no espaço são formas de exploração que permitem que a criança comece a assimilar aquilo que está à sua volta. [...] A intensa aproximação com o ambiente muitas vezes resulta em sujeira! Afinal, como morder uma fruta suculenta sem se lambuzar? Como brincar na areia do parque sem encardir as roupas e as mãos? Como pintar e desenhar sem manchar a camiseta? Se sujar é também uma consequência de explorar diferentes materiais e descobrir como se comportam. Confira, aqui, algumas das aprendizagens que as crianças realizam em situações em que lidam com terra, areia, alimentos… E literalmente “se sujam”.

Em que idade as crianças devem ser alfabetizadas?

05/09/2017

Há pelo menos duas maneiras de responder a essa pergunta: observando as melhores práticas em outros países e ouvindo os cientistas que estudam o assunto. "A idade de alfabetizar muda de país para país, mas deve começar no primeiro ano escolar. Alfabetizar é a missão mais importante do início da escolarização. [...] há momentos mais favoráveis para aprender e desenvolver determinadas habilidades. A área do cérebro responsável pela linguagem e pelo processamento da forma visual das palavras se desenvolve de maneira especialmente acentuada entre os 3 e 6 anos de idade. Depois dessa idade, a aprendizagem é sempre possível, mas há um preço a pagar. Esse preço é especialmente alto para as crianças que apresentam dificuldades para aprender a ler – e, de modo muito especial, para as crianças portadoras de dislexia", assinala o educador João Batista Oliveira.

Precisamos formar alunos para profissões que ainda nem existem

01/09/2017

"Seis em cada dez alunos do ensino fundamental no município de São Paulo acreditam que trabalhos em grupo, debates e o uso de tecnologia pelo professor facilitam a aprendizagem. Os estudantes paulistanos estão certos em querer maior interação com colegas e a aplicação da tecnologia como apoio pedagógico. São ferramentas que aumentam a atratividade do conteúdo escolar, claro, mas que, além disso, serão essenciais para a necessidade de frequente reciclagem ao qual serão expostos no futuro. [...] A escola e os formuladores de políticas educacionais precisam pensar em conteúdos e estratégias pedagógicas que olhem mais para o futuro. Ouvir os alunos é essencial", afirma a jornalista Érica Fraga.

Brincar é a melhor escola para as crianças

17/08/2017

"Onde está o brincar espontâneo, o prazer genuíno também está. Assim como estão a criatividade, a saúde mental, a poesia, a autoconfiança, a determinação, a curiosidade, a sociabilidade, a expressão corporal, as habilidades inatas e, sobretudo, a alegria e a disposição de fazer sem cansar até dar certo. Para os que conseguem levar para a vida adulta essa liberdade de se dedicar ao que de verdade os motiva, o trabalho dito sério segue prazeroso como um brincar. [...] pelo brincar livre, as crianças podem vir para fora e dizer ao mundo a que vieram, cada uma com seu jeito único e não padronizável. Vale o esforço de usar a imaginação para nos levar de volta ao ponto onde nossa alegria de ser se deparou com a crença no ter. E, se levarmos nosso coração junto nessa viagem, o diálogo entre a criança que fomos e o adulto que agora somos pode ser fácil para uns ou difícil para outros, mas há de ser certamente uma conversa reparadora", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

Não quero ser chamado de pai herói ou super pai

11/08/2017

“Um dia desses Luísa parou de brincar com suas massinhas e, insatisfeita, disparou: “Puxa papai, porque você não fala comigo?”. Aquilo me deixou péssimo. Nada de pai herói, me senti o pior dos pais do planeta. Ao mesmo tempo me fez refletir muito sobre essa imagem de paizão, pai herói e tantos outros adjetivos que vemos pipocar por aí – principalmente nas propagandas do Dia dos Pais. [...] E você, que tipo de pai você é? Um pai herói ou um pai comum? O pai que entrega um tablet na mão da filha para que ela assista desenhos enquanto faço minhas coisas? O pai que senta para brincar, a leva ao parquinho, mas fica mexendo e remexendo em redes sociais? Ou o que só fala o seu nome na hora de chamar a atenção ou dizer que não pode mexer aqui e ali?”, convida a refletir, o jornalista e pai, Fabrício Escandiuzzi.

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