Desafios da Educação aos novos prefeitos

29/09/2016

"A restrição orçamentária será significativa para demandas crescentes em relação à Educação Infantil, tanto em relação ao acessoa creche e pré-escola, quanto no que se refere à qualidade do ensino. E isto passa pela valorização do professor.Por isso,o atual cenário vai exigir, como nunca dos futuros prefeitos, foco nos gastos, planejamento e saber fazer a escolha correta do secretário de Educação. [...] O enfrentamento deste desafio passa por uma escola com educação integral, uma escola que promova o desenvolvimento dos alunos não só no aspecto cognitivo – vinculado à aprendizagem escolar –, mas também o desenvolvimento das chamadas habilidades para a vida, como criatividade, pensamento crítico, trabalho colaborativo e abertura ao novo, entre outras. Os novos prefeitos precisam preparar as nossas crianças para o século 21 e, assim, romper com uma escola que ainda está no século 19", pontua Mozart Neves Ramos.

País tem o dever de trazer de volta aqueles que desistiram da escola

22/09/2016

"É preciso dar atenção às crianças e aos adolescentes que estão fora da escola, sendo a maioria oriunda de populações vulneráveis. São meninos e meninas negros, indígenas, quilombolas, pobres, do campo, sob risco de violência e de exploração e/ou com deficiência. É preciso também olhar para as crianças e para os adolescentes que, dentro da escola, não têm garantido seu direito de aprender devido a diversas razões e vulnerabilidades. Um dos principais fatores de risco para a permanência das crianças na escola é o fracasso escolar, representado pela repetência, o que provoca elevadas taxas de distorção idade-série. O país tem o dever de garantir a aprendizagem de quem está na escola e trazer de volta aqueles que desistiram. Porém, não basta resgatar esses adolescentes e jovens e oferecer a eles o mesmo modelo de ensino. É preciso fazer da escola um espaço de cultura que respeite as linguagens e as dinâmicas dos meninos e das meninas que estão nessa etapa de escolarização. A escola tem que se voltar mais à interação e às práticas pedagógicas capazes de estimular essa geração a contribuir para o desafio de construir um ensino médio de qualidade, algo tão essencial para o Brasil", assinala Gary Stahl.

Os diferentes caminhos para uma educação de qualidade

20/09/2016

"Fatores como currículo, formação de professores (inicial e contínua) e gestão escolar com foco no aluno e na aprendizagem têm sido apontados como pontos fundamentais para o sucesso escolar. No entanto, é na combinação desses fatores e na forma de implementação das políticas ligadas a eles que reside a chave para o sucesso. [...] É prioritário que se leve em conta tanto evidências de políticas que deram certo como os diferentes contextos do país ao se pensar em decisões políticas com impacto na educação. Isso é especialmente importante no Brasil, onde a diversidade cultural é muito grande e as desigualdades regionais, raciais e educacionais ainda formam um abismo que impede o avanço da qualidade da educação", aponta Neca Setubal.

O Ensino Médio pede urgência

09/09/2016

No Brasil temos hoje cerca de 10 milhões de jovens que não estão estudando nem trabalhando, e cuja maioria nem sequer completou o Ensino médio. E o pior: dos que concluíram essa última etapa da Educação básica, a maioria o fez com níveis de aprendizagem extremamente baixos. De cada 100 Alunos concluintes, apenas nove aprenderam o que seria esperado em matemática, e vinte e sete em língua portuguesa. "Isso é o reflexo de um Ensino que não dialoga com o mundo dos jovens, de uma Escola chata como disse Priscila Cruz, do Todos Pela Educação. Os jovens querem uma Escola que caiba na vida. Portanto, se fizermos a coisa certa, teremos dinheiro para mudar o atual quadro, se considerarmos o que se perde com abandono Escolar. [...] A meu ver, o problema financeiro é o menor, pois parece-me que o maior deles é de concepção — tomar a decisão política que interessa aos nossos jovens e ao Brasil", ressalta Mozart Neves Ramos.

A complicada questão da disciplina

30/08/2016

Um dos mais agudos paradoxos vividos na educação hoje é: como justificar a existência da escola quando alunos desistem de aprender e professores desistem de ensinar? A busca de soluções faz com que a maioria dos olhares voltem-se para a escola e para o professor, como se apenas a estes coubessem a tarefa de tentar resolver os problemas. "Mas a responsabilidade de disciplinar não cabe apenas a eles. [...] É fundamental instaurar um diálogo verdadeiro entre professores, pais, alunos, equipe técnica e líderes comunitários. Só assim, alunos, educadores e famílias poderão encontrar formas justas e amigáveis de resolver pontos de divergências e construírem de modo coletivo regras de conduta e redes de apoio", afirma Maria Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec.

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