Olhar para sala de aula

18/04/2017

Estudo no Ceará mostra que observação e orientação ao trabalho de professores podem melhorar a qualidade do ensino. "A ideia de que o trabalho do professor em sala de aula pode ser observado e avaliado — mesmo que seja pelo diretor ou coordenador pedagógico da escola — encontra resistência em educadores brasileiros. A crítica mais comum é de que tal prática fere a autonomia docente, ou de que seria apenas um pretexto para vigiar e punir, colocando a culpa pelo fracasso do estudante nos ombros dos professores. O que alguns veem como vigilância e controle, porém, pode ser encarado como apoio e suporte. A chave para isso é, como sempre, a construção de relações de confiança entre os profissionais da escola, com foco em quem mais importa no processo educativo: o aluno", assinala Antônio Gois.

Como tornar a escola um espaço de escuta, expressão e diálogo?

28/03/2017

“Ampliar o diálogo, a mediação e a escuta é fundamental --não só para manter o respeito e uma convivência pacífica entre diferentes no ambiente escolar, mas também para que nossos jovens sejam capazes se expressar e se prepararem para uma participação efetiva numa sociedade que exige cada vez mais posicionamentos e diálogo. Criar este ambiente de respeito e diálogo é missão de todos e parte da tarefa tem sido protagonizada pela mobilização de nossos jovens. Cabe aos estados ouvi-los e criar leis e normas que balizem uma gestão democrática da educação, conforme previsto pela meta 19 do Plano Nacional de Educação. [...] Para atender às demandas de nossa juventude, é premente fazer com que as aulas e demais atividades pedagógicas estejam mais próximas do cotidiano e com experiências autênticas, que devem se articular com valores como diálogo, respeito, reconhecimento, diversidade, participação e cooperação”, destaca a socióloga e educadora Neca Setubal.

Consumo e infância: por uma leitura crítica da mídia nas escolas

21/03/2017

"Em nome da sustentabilidade do planeta e da ética, o consumo tem que ser repensado, de modo a torná-lo consciente, sustentável e de qualidade", aponta a psicóloga Rachel Moreno. Ela fala também sobre os apelos para o consumo e a necessidade de um olhar crítico sobre os meios de comunicação. "Se nós adultos somos impactados pela mídia, imagine o que acontece com as crianças! E não é apenas com relação à compra de produtos mas visões de mundo e modelos que são colocados de variadas formas. [...] Nossas crianças são as que assistem a mais tempo de televisão. E – estranha coincidência – são as mais precocemente erotizadas. Como podemos proteger as várias infâncias de uma forma mais concreta em termos de evitar a adultização precoce, a erotização, o desrespeito aos direitos das crianças, a brincar… Com que atores sociais podemos contar para isso?" A família, a escola e a mídia podem e devem contribuir com isso!

O ECA na Educação Infantil

14/03/2017

"É fundamental que nós, educadores, criemos espaços de participação na escola desde cedo, pois a cidadania se exerce desde a infância. Aprende-se a ser cidadão desde a tenra idade, no diálogo, no conflito, reconhecendo a existência de direitos e responsabilidades, mas de forma a construirmos relações democráticas e participativas nas escolas e na sociedade, o que são aprendizados fundamentais na formação e no desenvolvimento da criança. Se hoje vivemos num contexto político e econômico desfavorável à própria democracia e à educação mais participativa, isso é mais um convite para que organizemos a participação da criança e do adolescente na vida política do País, na forma da lei, contribuindo para a busca constante da sua dignidade. Isso se faz, no contexto escolar, incluindo as crianças, de forma lúdica, carinhosa, poética, brincante, esportiva, curiosa, artística, criativa e reflexiva, nas atividades da vida cotidiana da própria escola, para que efetivamente possamos contribuir para o desenvolvimento delas com dignidade, com respeito às suas diferenças, com percepção de suas semelhanças culturais", destaca a pedagoga Aparecida Arrais Padilha.

Por que colocar as crianças na escola aos 4 anos?

03/03/2017

No ano passado foi sancionada a Lei 12.796/2013, que tornou obrigatória a educação dos 4 aos 17 anos. Com isso, toda criança deve ingressar no ambiente escolar com a mesma idade, independentemente da classe social ou dos ideais que seus pais defendem. Apesar de dividir opiniões, a oportunidade de entrar antes na escola dará subsídio para desenvolvimentos posteriores, inclusive para a alfabetização. "É na fase dos 2 aos 7 anos – intitulado de estágio pré-operatório – que são desenvolvidas a linguagem, o simbolismo e a internalização das ações exteriores, todos promovidos pela educação infantil. Todos os processos de aprendizagem estão interligados. [...] Iniciar a vida escolar com 4 anos faz bem para a criança e o Brasil também se beneficia. O maior tempo de permanência do aluno na escola ajuda o país a ocupar um posicionamento melhor no ranking mundial", sinaliza a educadora Viviane Stacheski.

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