A segurança das crianças está na cara da gente

06/02/2018

"A segurança e o calor de nossa presença, somada ao estímulo que podemos dar a elas de explorar espaços, pesquisar, experimentar, descobrir e de criar brinquedos que brotam dos anseios genuínos delas, certamente as ajudará a suportar melhor as turbulências do consumo que estremecem pela ganância as bases dos jardins da infância. Embora saibamos o quanto é difícil dizer não para uma criança, somos, por outro lado, as pessoas em quem elas mais confiam e se espelham. Se não têm condições de questionar o mercado agora, certamente terão mais tarde. Fora isso, reconhecer os sentimentos delas e demonstrar que compreendemos o quanto lhes é penoso lidar com tantos desejos, as fortalece também por serem levadas em conta. Maior que as marcas de tantos produtos são as marcas do amor que temos por elas, marcas que não saem de moda, que não enganam, que não exploram a ingenuidade infantil e que, além disso, não tiram delas o tempo impagável de viver plenamente sua infância", assegura Maria Helena Masquetti.

Melhor forma de combater a violência nas escolas é promover a paz

02/02/2018

"A escola pública é uma política de promoção da cidadania de caráter universal, inclusivo. Isso implica uma educação provedora, acolhedora e, sobretudo, transformadora para que o exercício pleno dos deveres e direitos seja de fato uma conquista de todos. Nesse contexto, a escola pública tem a missão de dar aos jovens educação de qualidade e também de lhes fornecer instrumental para buscar todos os outros direitos, inclusive o direito à cidade e seus espaços, serviços e equipamentos públicos. Essa estratégia é essencial para o desenvolvimento de uma cultura de paz. A escola pública, justamente por seu caráter transformador, deve rejeitar práticas perpetuadoras de exclusão que, frequentemente, se traduzem em criminalização dos nossos jovens mais carentes", aponta a educadora Macaé.

Transformar realidades nocivas com boas políticas públicas

30/01/2018

"Uma realidade indesejável se transforma com boas políticas públicas e é importante que elas sejam explicitadas nos programas dos candidatos. Mas a transformação requer também disposição de comprar as brigas necessárias, já que, dada a fragmentação de interesses instalada, há sempre algum grupo que se beneficia com o status quo e que se sentirá ferido com a mudança. Carlos Matus, especialista chileno de planejamento governamental, preconizava em seu livro O líder sem Estado-Maior que presidentes dispusessem de uma equipe competente em processamento técnico e político das questões mais relevantes. Não basta ter boas propostas técnicas e monitorá-las, é fundamental, ao buscar o interesse coletivo, elaborar uma teoria da mudança em que se mapeiem eventuais opositores e se identifiquem coalizões passíveis de serem construídas para a implantação", assinala a professora Claudia Costin.

Educação alimentar na infância e adolescência: ampliando o olhar

02/01/2018

Johann Heinrich Pestalozzi, célebre educador e um dos pioneiros da pedagogia moderna, preconizava que a educação deve estar centrada no desenvolvimento integral “da mente, do coração e das mãos”, ou seja, o raciocínio deve estar em equilíbrio com as emoções e o seu estado físico. Esta educação, no seu sentido global, ou seja, aquela que vai além dos compêndios escolares e acadêmicos, reunindo os valores éticos da família, das instituições, de pais e educadores, sempre acrescidos pela força do exemplo, fortalecida por uma constante reflexão, torna-se vital na construção de clareza quanto às questões envolvendo hábitos alimentares na infância e adolescência. Investir em saúde, por meio de uma nutrição saudável, é favorecer o crescimento de crianças e adolescentes e, sobretudo, preservar vidas. O ser humano é essencialmente resultado da educação.

Infância negligenciada, socioeducativo lotado

15/12/2017

"68% do total de atos infracionais cometidos pelos adolescentes são roubo e tráfico. Ou seja, práticas relacionadas a estratégias de sobrevivência. Mesmo sendo as maiores vítimas do abandono e da violência, os adolescentes em situação de exclusão são criminalizados por uma sociedade intolerante e preconceituosa. Muito desta postura é fruto de uma mídia sensacionalista, que adota uma abordagem condenatória em função de condições étnico-raciais, territoriais e de situação de pobreza. Alimenta-se a falsa e insustentável ideia de que a redução da idade penal é a solução para a violência no país. Sabe-se que a prática do ato infracional não é fruto de escolha autônoma de adolescentes. A ausência de políticas públicas para a juventude ou a adoção de políticas públicas discriminatórias (que privilegiam determinada população em detrimento de outras); a falta de investimentos em áreas estratégicas, as enormes desigualdades sociais, o apelo radical pelo consumo e a repressão das forças policiais contra jovens negros são os principais motores da perversa engrenagem que leva adolescentes para o circuito da criminalidade. Há uma nítida relação entre a negligência do Estado e o ato infracional. [...] Assim, o Estado brasileiro está em débito duplamente com a população mais jovem. Primeiro, por não promover direitos em todos os territórios e segundo porque ainda não investe nas medidas socioeducativas como prevê a lei. Sem investimentos, não é possível garantir direitos", afirma Márcia Acioli, assessora política do Inesc .

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