O mundo, para as crianças, é a sua comunidade

01/08/2017

"Com o decorrer do tempo, muita coisa muda em nossas vidas, mas o que vivemos e sentimos na infância não deixa de existir por isso. Válido para as experiências boas ou não. [...] “Mas, e quando a criança crescer e passar a interagir com o mundo em sua real dimensão?”. Quem já ouviu a frase: “A primeira impressão é a que fica”, pode considerá-la válida também para esta primeira noção de mundo que as crianças têm. O modo como ela percebia seu mundo é o que prevalece. É muito mais fácil para um jovem se sentir aceito em seus grupos e resistir à compulsão consumista quando esteve protegido do assédio comercial até amadurecer para compreender e julgar as manobras de vendas. Em lugar de desejar tantas coisas pela indução do marketing, nossas crianças precisam justamente ser protegidas dele até que possam construir melhor sua identidade. Depois disso, serão escolhas feitas por pessoas mais seguras e provavelmente melhor convencidas, pela experiência grata da infância, de que o mundo todo pode ser mais feliz sem a pressão do consumo", destaca Maria Helena Masquetti.

 

Educação inclusiva é para todos!

27/07/2017

"Cada estudante é único e, por isso, diferente. Tem uma trajetória de vida, preferências, um jeito específico de aprender, dificuldades, facilidades. Essa é a premissa básica da educação inclusiva: todos os alunos, com ou sem deficiência, são diferentes. Por isso é que se diz que, nessa perspectiva de educação, a palavra-chave é a diversidade. A deficiência é apenas uma característica, entre tantas outras, que diferenciam os alunos uns dos outros. [...] Precisamos construir uma sociedade mais equânime e ciente do valor da diversidade, além de atender às demandas de cada estudante, tenha deficiência ou não. As demandas da educação inclusiva fazem um convite às comunidades escolares para a construção de uma educação que melhor atenda às demandas únicas de cada um de seus estudantes. Vamos responder a esse convite?", indaga Gabriel Limaverde, especialista em gestão das diferenças.

27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

14/07/2017

"É bem verdade que ainda temos muito que construir em redes e parcerias para assegurar que políticas públicas afirmadas através do ECA sejam implementadas em cada cidade de nosso país e para dizer não à discriminação, não ao abandono, não à invisibilidade de crianças em situações desfavoráveis, traumatizantes e de mais vulnerabilidade, não à exclusão social, não à violência e sempre sim aos melhores interesses à Vida e à Saúde das crianças e adolescentes brasileiros. Porém, por tudo que representou no que tange à proteção das crianças e adolescentes, nesse dia 13 de julho é tempo de celebrar os 27 anos de aniversário do ECA, através de cada ato cidadão nosso do dia-a-dia, cada sorriso, cada cuidado, cada luta pelas nossas crianças e adolescentes, que serão o futuro do nosso país", aponta Leandro Ziotto.

Para escutar uma criança

12/07/2017

"Como podemos escutar uma criança de maneira sensível, sem trazê-la para o campo das ideias dos adultos? [...] Nem só de palavras vive a criança. O que seria preciso para escutá-la em suas múltiplas linguagens, como a brincadeira, o desenho e a expressão corporal? Quando se trata de debater escuta de crianças, trata-se de não induzir respostas nem provocar concordância com qualquer tese que se pretende comprovar, e sim de escutar o que as crianças têm de fato como verdadeiro para dizer. [...] É importante perguntar se temos escutado as crianças de maneira correta. Se ao invés de escutá-las, não as temos desterritorializado ao trazê-las para nossas assembleias, nossos fóruns primordialmente adultos para saber o que pensam e sentem", assinala a filósofa e pedagoga Beatriz Antunes.

O Brasil do futuro precisa investir agora na educação de seus jovens

03/07/2017

"Nossos jovens, em sua maioria filhos de pais com baixa escolaridade, não só precisam como têm direito à educação de qualidade. É dever do Estado garantir uma escola que desperte o prazer pelo conhecimento, amplie o repertório cultural dos estudantes, reconheça os contextos nos quais estão inseridos, possibilite acessar melhores oportunidades de trabalho e contribua para o exercício da cidadania. Além de garantir o acesso e a aprendizagem de todos e todas, precisamos também avançar na construção de políticas que levem em conta valores caros aos adolescentes e jovens, como reconhecimento, valorização do grupo, autonomia, protagonismo, autoria e o desenvolvimento de atividades que lhes permitam sentirem-se pertencentes à escola. [...] Nossos jovens almejam romper o círculo vicioso da pobreza. E isto não é possível sem acessar o mundo do conhecimento desde a primeira infância. Querem que a escola seja realmente deles. Querem uma vida melhor. Querem aprender a sonhar. E mais: querem realizar sonhos", enfatiza Neca Setubal.

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