Com a Base Nacional Comum Curricular todos os alunos aprenderão a mesma coisa?

10/05/2016

"A ideia da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não é determinar nem que alunos aprendam exatamente a mesma coisa nem que esse aprendizado se dê da mesma maneira. A Base não é currículo. É indutora de currículo. [...] A intenção da BNCC é garantir que, independentemente do local onde vivem, todas as crianças brasileiras tenham os mesmos direitos de aprendizagem garantidos. Mas as escolas continuam tendo autonomia para decidir como vão ensinar e qual o tempo dedicado a cada um dos componentes", esclarece Ricardo Falzetta, do Todos Pela Educação.

As tecnologias podem transformar a educação?

06/05/2016

"Estudos realizados pela OECD demonstram que as tecnologias podem impactar a melhoria da qualidade de educação daqueles estudantes que já têm desenvolvidas as habilidades de leitura, escrita, cálculo ou as competências de análise, síntese, dentre outras. No entanto, para alunos com nível precário dessas habilidades e competências, o uso das tecnologias fica restrito essencialmente a redes sociais e entretenimento. Ou seja, empregar a tecnologia em sala de aula não necessariamente implica em mais aprendizado para todos os alunos. [...] Ignorar a tecnologia não faz sentido em um mundo no qual ela é parte do dia-a-dia de todos, por isso, devemos entender quais recursos tecnológicos podem ser ferramentas efetivas para apoiar e impactar resultados educacionais de forma ampla", afirma Maria Alice Setubal.

Os estudantes não podem esperar

04/05/2016

"Se é consenso que as crianças não podem sofrer as consequências da crise, deve ser prioridade de todos, hoje e no futuro, preservar avanços e perseguir melhorias necessárias. Um dos pontos fundamentais para a melhoria da qualidade da educação no Brasil é a construção de uma Base Nacional Comum Curricular -documento que estabelece com clareza o que é essencial a ser ensinado nas escolas. Com isso, deve funcionar como uma espinha dorsal do sistema educacional, dando mais coerência para a formação de professores e a produção de materiais didáticos e avaliações, hoje desconectados", apontam Cleuza Repulho, Maria Alice Setubal e Maria Helena Guimarães de Castro.

As comunidades invisíveis do Brasil

29/04/2016

"A pobreza tem múltiplas dimensões além da falta de renda e da fome. O isolamento de parte da população e sua invisibilidade frente às políticas públicas e para os demais brasileiros podem aprisionar estas pessoas no vácuo da falta de opções e de reconhecimento. Esse isolamento leva a uma pobreza de referências culturais, que dificulta a construção de vínculos de afeto, assim como vínculos com o conhecimento, com nossas instituições e cultura", assinala Neca Setubal.

 

A desigualdade começa nos primeiros anos de vida

25/04/2016

"A aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar [...] Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil", pontua Alejandra Meraz Velasco.

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