A proteção da infância e os conteúdos da mídia

09/03/2016

"Levando em conta o processo de amadurecimento, e os direitos das crianças expressos em nosso ECA, são necessários cuidados especiais que caracterizem a proteção à infância. Entre esses, uma classificação indicativa, que sinalize aos pais, adultos ou à própria criança, que este programa é – ou não – adequado à sua idade. Como o cuidado de nossas crianças cabe a todos nós, e não apenas aos pais, é fundamental que as emissoras sigam estas normas – evitando conteúdo sexual, violência ou drogas dentro da programação infantil. Como a norma não proíbe a produção ou exibição de qualquer tipo de conteúdo – mas apenas disciplina e sinaliza a conveniência de horário e etária – não faz o menor sentido alegar que o sistema de Classificação Indicativa em curso no Brasil fere a liberdade de expressão das emissoras. Ela só disciplina e sinaliza a adequação em termos de faixa horária e público-alvo", assegura a psicóloga Raquel Moreno.

Um rumo para o ensino médio

08/03/2016

"Nenhum nível da educação preocupa mais do que o ensino médio. É nele em que verificamos os piores indicadores de aprendizagem, repetência e evasão. O descompasso entre o que esperamos dos jovens e o que eles esperam dessa etapa fica evidente em inúmeras pesquisas. A mais recente, divulgada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) na semana passada, revelou que 41% dos jovens de quatro estados pesquisados (São Paulo, Goiás, Pernambuco e Ceará) diziam ter como objetivo principal do estudo conseguir um trabalho melhor. Essa foi a principal resposta dada, bem à frente do desejo de continuar os estudos (22%)", aponta o jornalista Antônio Gois.

Por que tantos professores deixam a sala de aula?

04/03/2016

"Apesar de sua importância, a longa permanência dos docentes nas salas de aula ainda é um grande desafio a ser vencido no Brasil. [...] professores com melhor formação e mais experiência tendem a deixar a sala de aula para atuar na direção, na coordenação pedagógica ou em áreas técnicas das redes de ensino, muitas vezes na formação continuada. Para eles, essa é a única forma de galgar patamares mais altos de remuneração e reconhecimento. Isso porque a carreira docente, tal como está posta hoje, não favorece a progressão profissional", assinala a pedagoga Maria Amabile Mansutti.

Uma olimpíada em que todos ganham

02/03/2016

"A escrita só faz sentido no seu uso social e não para cumprir uma tarefa para o professor, nem como algo que tem que ser chato, mas sim como um instrumento de expressão, de registro de experiências e de mobilização de forças. Descobrir que as palavras têm força, que todos têm o que dizer, que é possível participar ativamente da sociedade, são aprendizados que a Olimpíada [de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro] proporciona e que cada criança e jovem leva ao longo de sua vida", afirma Maria Alice Setubal.

A sedução que ronda o jardim da infância

29/02/2016

"Brincar é a linguagem das crianças e é brincando que elas constroem sua identidade, aprendem a se relacionar, identificam seus desejos genuínos e exercitam comportamentos futuros. Porém, convencidas por tantas mensagens comerciais, em lugar de expressar desejos genuinamente seus, milhares (e, por que não, milhões) de crianças seguem pedindo por objetos, muitas vezes na mesma cor, marca e tamanho, sem entenderem que tal desejo não é realmente delas. [...] Quanto mais longe do brincar espontâneo e do contato dos que realmente querem o melhor para elas, maior será a vulnerabilidade das crianças à sedução do marketing que as espreita e aborda ininterruptamente", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

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