Desigualdade no aprendizado de ciências também começa na pré-escola

11/03/2016

Acaba de ser publicado na revista científica da Associação Americana de Pesquisa em Educação (Aera) um interessante estudo que identificou que a desigualdade no aprendizado de ciências começa bem cedo, já aos cinco anos de idade. Já se sabia, por diversos outros estudos, que filhos de pais mais ricos e escolarizados já chegavam na pré-escola com níveis de conhecimento em linguagem e matemática muito superiores às crianças de famílias mais pobres e menos escolarizadas. "Ou seja, a desigualdade verificada no aprendizado já aparece antes mesmo de as crianças ingressarem no ensino fundamental e é afetada significativamente por fatores que nada tem a ver com a escola, como o nível socioeconômico dos pais", ressalta o jornalista Antônio Gois.

A proteção da infância e os conteúdos da mídia

09/03/2016

"Levando em conta o processo de amadurecimento, e os direitos das crianças expressos em nosso ECA, são necessários cuidados especiais que caracterizem a proteção à infância. Entre esses, uma classificação indicativa, que sinalize aos pais, adultos ou à própria criança, que este programa é – ou não – adequado à sua idade. Como o cuidado de nossas crianças cabe a todos nós, e não apenas aos pais, é fundamental que as emissoras sigam estas normas – evitando conteúdo sexual, violência ou drogas dentro da programação infantil. Como a norma não proíbe a produção ou exibição de qualquer tipo de conteúdo – mas apenas disciplina e sinaliza a conveniência de horário e etária – não faz o menor sentido alegar que o sistema de Classificação Indicativa em curso no Brasil fere a liberdade de expressão das emissoras. Ela só disciplina e sinaliza a adequação em termos de faixa horária e público-alvo", assegura a psicóloga Raquel Moreno.

Um rumo para o ensino médio

08/03/2016

"Nenhum nível da educação preocupa mais do que o ensino médio. É nele em que verificamos os piores indicadores de aprendizagem, repetência e evasão. O descompasso entre o que esperamos dos jovens e o que eles esperam dessa etapa fica evidente em inúmeras pesquisas. A mais recente, divulgada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) na semana passada, revelou que 41% dos jovens de quatro estados pesquisados (São Paulo, Goiás, Pernambuco e Ceará) diziam ter como objetivo principal do estudo conseguir um trabalho melhor. Essa foi a principal resposta dada, bem à frente do desejo de continuar os estudos (22%)", aponta o jornalista Antônio Gois.

Por que tantos professores deixam a sala de aula?

04/03/2016

"Apesar de sua importância, a longa permanência dos docentes nas salas de aula ainda é um grande desafio a ser vencido no Brasil. [...] professores com melhor formação e mais experiência tendem a deixar a sala de aula para atuar na direção, na coordenação pedagógica ou em áreas técnicas das redes de ensino, muitas vezes na formação continuada. Para eles, essa é a única forma de galgar patamares mais altos de remuneração e reconhecimento. Isso porque a carreira docente, tal como está posta hoje, não favorece a progressão profissional", assinala a pedagoga Maria Amabile Mansutti.

Uma olimpíada em que todos ganham

02/03/2016

"A escrita só faz sentido no seu uso social e não para cumprir uma tarefa para o professor, nem como algo que tem que ser chato, mas sim como um instrumento de expressão, de registro de experiências e de mobilização de forças. Descobrir que as palavras têm força, que todos têm o que dizer, que é possível participar ativamente da sociedade, são aprendizados que a Olimpíada [de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro] proporciona e que cada criança e jovem leva ao longo de sua vida", afirma Maria Alice Setubal.

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