Olhar e vigiar: como percebemos a infância?

11/04/2016

"A criança revela seu próprio universo quando, minimamente, nos esforçamos em dirigir a elas o nosso olhar. Podemos fazer isto nos comportando como meros espectadores, sem interferência à realidade imaginada ou, simplesmente, participando de seu repertório de brincadeiras, jogos e conversa. Nas duas possibilidades podemos observar, com sensibilidade, como a criança enfrenta e resolve conflitos, como lida com as perdas, com a dúvida, com o problema, com a indiferença, com o êxito, enfim, como se articula num processo natural de crescimento. [...] O exercício do olhar nos aproxima de nossos filhos e alunos e, à medida que oferecemos escuta, com ouvido e coração abertos, passamos a nos comportar com empatia, sem impor nossas vontades e expectativas", assinala a pedagoga Luciana Franceschini.

A criança selvagem

08/04/2016

"Para muitas crianças, não há mais tempo sem adultos por perto, nós estamos sempre lá: as divertindo, restringindo, entretendo, propondo atividades, brincadeiras, passeios, o que fazer, como fazer, quando fazer. Em suma, controlando. Entretanto, há muitos aspectos das experiências das crianças que estariam melhores se elas fossem deixadas sozinhas. Em privacidade. [...] Precisamos deixar as crianças brincarem sozinhas, com autonomia, para que possam ser selvagens, mestras, espontâneas, competentes e livres. Ao adulto basta estar presente, por inteiro, presenteando-as com a escuta e o olhar sensíveis", aponta Maria Isabel.

O que as crianças aprendem com as histórias infantis?

06/04/2016

Como uma criança entende que a lagarta pode se transformar em borboleta, mas que um sapo não pode virar um príncipe encantado de verdade? De acordo com uma pesquisa publicada no início deste ano, no periódico científico Child Development, essa capacidade começa a se desenvolver bem cedo, por volta dos 3 anos de idade, e está ligada à leitura realizada em casa e na Educação Infantil. Segundo o estudo, os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia e conseguem, ainda, aprender informações das histórias para usar em sua vida cotidiana antes mesmo de entrar na escola.

Como lutar por um Brasil mais ético e justo?

05/04/2016

"Cabe a nós, sociedade civil, buscar conhecimentos e informações para debater e dialogar com o setor público e os demais segmentos comprometidos e envolvidos com a educação, contribuindo para a construção de políticas que beneficiem efetivamente todos os alunos brasileiros. Dentro de um contexto de crise econômica e política, somente o amplo diálogo sustentará nossas conquistas e, ao mesmo tempo, nos guiará por novos caminhos que garantam avanços sociais e ambientais sustentáveis", afirma Maria Alice Setubal.

O histórico e as formas de combate ao bullying no Brasil

04/04/2016

"A recém-aprovada Lei nº 13.185/16, além de trazer uma definição legal para o bullying, ali denominado “intimidação sistemática”, cria uma política nacional de combate à prática e assegura atendimento psicológico aos alvos, impondo a escolas, clubes e agremiações o dever de “assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate à violência e à intimidação sistemática”. [...] Tal previsão é importante, pois, como dito, as crianças por vezes escondem o bullying dos adultos, que, a seu turno e não raramente, erram ao tratá-lo como algo normal. Com a nova lei, fica claro que as escolas, agremiações e clubes não mais podem ignorar as agressões. Da mesma forma, devem promover a conscientização das crianças sobre o bullying, inclusive para orientá-las sobre como agir diante das agressões", pontua o advogado Guilherme Perisse.

Guilher

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