A sedução que ronda o jardim da infância

29/02/2016

"Brincar é a linguagem das crianças e é brincando que elas constroem sua identidade, aprendem a se relacionar, identificam seus desejos genuínos e exercitam comportamentos futuros. Porém, convencidas por tantas mensagens comerciais, em lugar de expressar desejos genuinamente seus, milhares (e, por que não, milhões) de crianças seguem pedindo por objetos, muitas vezes na mesma cor, marca e tamanho, sem entenderem que tal desejo não é realmente delas. [...] Quanto mais longe do brincar espontâneo e do contato dos que realmente querem o melhor para elas, maior será a vulnerabilidade das crianças à sedução do marketing que as espreita e aborda ininterruptamente", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

Por que a escola particular não é melhor que a pública

25/02/2016

"Há escolas públicas que adicionam a mesma aprendizagem ou até mais do que as privadas, mas, ainda assim os resultados são menores, porque o ponto de partida é diferente. Por isso, temos que parar de estigmatizar a escola pública com o rótulo de pior que a particular. Precisamos apoiar as famílias dos 40 milhões de alunos da escola pública (que são mais de 80% do total de estudantes da Educação Básica) com oportunidades educativas além da escola, como mais acesso a bens culturais, a leitura e a novos repertórios de conhecimento. Essa é uma frente que não podemos ignorar para avançarmos na qualidade da educação pública do País", afirma Priscila Cruz.

Por que escolher a escola pode não ser uma boa opção?

24/02/2016

"As ações dos governos em Educação devem considerar as características de cada local e ouvir a comunidade escolar para, assim, oferecer uma educação de qualidade a todos, independente do endereço. Esse é um passo fundamental para que o Brasil enfrente suas desigualdades de forma propositiva e forme todas as nossas crianças, adolescentes e jovens para que possam participar da sociedade de forma cidadã. Uma escola pública para ser de qualidade precisa ser heterogênea, ou seja, é aquela que reconhece e respeita as pessoas com deficiência, a diversidade de gênero, de raça e de nível socioeconômico. Quando isso ocorre, todos avançam e as desigualdades diminuem", assegura Neca Setubal.

Literatura na Educação Infantil: acervos, espaços e mediações

23/02/2016

“O contato com a literatura pode oferecer às crianças, desde a mais tenra idade, o material simbólico inicial para que possam ir descobrindo não apenas quem elas são, mas também quem elas querem e podem ser”. Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil, parceria entre MEC e as universidades UFMG, UFRJ e UNIRIO, lança publicação que expõe a importância da literatura para as crianças menores de seis anos e o papel da Educação Infantil na formação de leitores. O e-book é uma coletânea dos textos apresentados no Seminário Internacional Literatura na Educação Infantil: acervos, espaços e mediações, primeiro grande evento do projeto, realizado em 2014, em Belo Horizonte.

Direito de brincar e de aprender

22/02/2016

"O debate público sobre o papel e a função da educação infantil no Brasil tem sido marcado por uma falsa dicotomia entre o direito de brincar e o de aprender. Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, no campo dos direitos, não há concorrência nem sobreposição, mas complementaridade. Também é consenso que a educação infantil é uma política poderosa no enfrentamento das desigualdades. Assegurá-la, com qualidade, a todas as crianças é uma das principais metas que o país precisa urgentemente concretizar. A tarefa não é simples e exige um amplo esforço do Estado e de toda a sociedade", afirma Maria Alice Setubal.

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