O cruel mercado infantil de talentos na TV

28/01/2016

"Habilidades expressas ainda na infância, que estamos chamando aqui também de talentos, não devem ter relação com o mercado que transforma tudo em objeto de compra e venda. Sem cuidado e senso crítico, a televisão, mídia que diverte e educa, pode ser devoradora de audiências e assim devorar, de garfo e faca, aqueles que nela trabalham. No caso das crianças, esse sucesso rápido, gerado apenas pela visibilidade em 65% dos lares brasileiros, já pode ser responsável por expectativas e fantasias de grandeza que são cruéis [...] Crianças têm que brincar e estudar, não trabalhar nem precisar ganhar dinheiro para sustentar as suas famílias. Cabe aos adultos proteger, cuidar e educar com amor, ser mais amigo e menos o empresário de suas crianças", pontua a professora Maria Inês Delorme.

Adolescentes refugiados e perspectivas de acolhimento

18/12/2015

"Parte dos jovens refugiados chegam ao Brasil com poucos recursos, tanto materiais como simbólicos. Muitas vezes chegam sem documentos, sem possibilidade de expressar sua própria cultura e sem elementos que permitam uma integração minimamente saudável. Tendo em vista essas vivências, podemos pensar nas possibilidades de criar, no interior de cada equipamento público, espaços de diálogo e escuta para essa nova presença. [...] Podemos pensar trajetórias menos marcadas pelo traumático e mais pela riqueza do que é uma experiência migratória", assegura a psicanalista Ana Gebrim.

Jovens dão aula de cidadania

17/12/2015

"Contrariando o senso comum, os jovens não estão apáticos e alheios ao que passa a sua volta. É preciso escutá-los. As ocupações, assim como as manifestações de junho, são emblemáticas para essa discussão, pois apresentaram diversos elementos que se configuraram em ação direta, como o uso das tecnologias e a ocupação dos espaços públicos. [...] Com isso observamos a participação social da juventude frente aos desafios da contemporaneidade, cuja essência é a afirmação do sujeito que deseja escrever sua própria história", assinala a psicóloga Maria Alice Setubal.

3ª Conferência Nacional de Juventude: por mais liberdades e democracia

16/12/2015

"Essa geração de jovens que já nasceu num país livre da fome e experimentou a ampliação dos seus direitos, que é uma das mais otimistas do mundo com a sua perspectiva de futuro, não vai tolerar retrocessos e projetos que representam os interesses daqueles que há séculos usaram do aparelho do estado para manter seus privilégios. A juventude brasileira diz não ao impeachment, não à corrupção e deseja um processo radical de democratização do Estado brasileiro. Inspirado nas lutas das mulheres pelo direito ao seu corpo, da juventude negra contra o extermínio, nos estudantes paulistas por um outro modelo de educação, a 3ª Conferência Nacional de Juventude mandará o seu recado reivindicando um Brasil com mais igualdade e liberdade!"

Do que as crianças precisam?

14/12/2015

Para pesquisadora do Instituto Alana, a criança precisa se envolver com a vida comunitária e com a natureza para entender que é parte da humanidade. "Além de aprender matemática e português, crianças têm direito a experimentar diferentes linguagens e formas de expressão, conhecer e circular por diferentes territórios, entrar em contato com as belezas – e também com as dores – do mundo. Crianças precisam experimentar a vida, os saberes populares, as culturais locais. Não podemos bani-las do mundo", afirma Carolina Prestes.

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