Ser feliz e aprender

25/04/2017

É possível combinar bem-estar de alunos e boas notas. Relatório do Pisa mostra que pais e professores podem contribuir para isso. “[...] documento indica que há atitudes de pais e educadores que podem influenciar positivamente tanto no bem-estar dos adolescentes e em seu aprendizado. Alunos que reportaram conversar mais com seus pais e ter mais tempo de convívio entre eles (e menos isolados na internet) têm níveis de felicidade maiores. No caso da escola, a ansiedade gerada com os testes diminui quando estudantes reportam que seus professores adaptam as aulas para as necessidades suas e dos colegas e conseguem dar ajuda individual quando há alguma dificuldade de aprendizado. O estresse aumenta consideravelmente, porém, quando alunos dizem sentir que os professores acham eles menos inteligentes, ou quando acreditam que são mais rigorosos na avaliação deles na comparação com outros colegas”.

Olhar para sala de aula

18/04/2017

Estudo no Ceará mostra que observação e orientação ao trabalho de professores podem melhorar a qualidade do ensino. "A ideia de que o trabalho do professor em sala de aula pode ser observado e avaliado — mesmo que seja pelo diretor ou coordenador pedagógico da escola — encontra resistência em educadores brasileiros. A crítica mais comum é de que tal prática fere a autonomia docente, ou de que seria apenas um pretexto para vigiar e punir, colocando a culpa pelo fracasso do estudante nos ombros dos professores. O que alguns veem como vigilância e controle, porém, pode ser encarado como apoio e suporte. A chave para isso é, como sempre, a construção de relações de confiança entre os profissionais da escola, com foco em quem mais importa no processo educativo: o aluno", assinala Antônio Gois.

Como tornar a escola um espaço de escuta, expressão e diálogo?

28/03/2017

“Ampliar o diálogo, a mediação e a escuta é fundamental --não só para manter o respeito e uma convivência pacífica entre diferentes no ambiente escolar, mas também para que nossos jovens sejam capazes se expressar e se prepararem para uma participação efetiva numa sociedade que exige cada vez mais posicionamentos e diálogo. Criar este ambiente de respeito e diálogo é missão de todos e parte da tarefa tem sido protagonizada pela mobilização de nossos jovens. Cabe aos estados ouvi-los e criar leis e normas que balizem uma gestão democrática da educação, conforme previsto pela meta 19 do Plano Nacional de Educação. [...] Para atender às demandas de nossa juventude, é premente fazer com que as aulas e demais atividades pedagógicas estejam mais próximas do cotidiano e com experiências autênticas, que devem se articular com valores como diálogo, respeito, reconhecimento, diversidade, participação e cooperação”, destaca a socióloga e educadora Neca Setubal.

Consumo e infância: por uma leitura crítica da mídia nas escolas

21/03/2017

"Em nome da sustentabilidade do planeta e da ética, o consumo tem que ser repensado, de modo a torná-lo consciente, sustentável e de qualidade", aponta a psicóloga Rachel Moreno. Ela fala também sobre os apelos para o consumo e a necessidade de um olhar crítico sobre os meios de comunicação. "Se nós adultos somos impactados pela mídia, imagine o que acontece com as crianças! E não é apenas com relação à compra de produtos mas visões de mundo e modelos que são colocados de variadas formas. [...] Nossas crianças são as que assistem a mais tempo de televisão. E – estranha coincidência – são as mais precocemente erotizadas. Como podemos proteger as várias infâncias de uma forma mais concreta em termos de evitar a adultização precoce, a erotização, o desrespeito aos direitos das crianças, a brincar… Com que atores sociais podemos contar para isso?" A família, a escola e a mídia podem e devem contribuir com isso!

O ECA na Educação Infantil

14/03/2017

"É fundamental que nós, educadores, criemos espaços de participação na escola desde cedo, pois a cidadania se exerce desde a infância. Aprende-se a ser cidadão desde a tenra idade, no diálogo, no conflito, reconhecendo a existência de direitos e responsabilidades, mas de forma a construirmos relações democráticas e participativas nas escolas e na sociedade, o que são aprendizados fundamentais na formação e no desenvolvimento da criança. Se hoje vivemos num contexto político e econômico desfavorável à própria democracia e à educação mais participativa, isso é mais um convite para que organizemos a participação da criança e do adolescente na vida política do País, na forma da lei, contribuindo para a busca constante da sua dignidade. Isso se faz, no contexto escolar, incluindo as crianças, de forma lúdica, carinhosa, poética, brincante, esportiva, curiosa, artística, criativa e reflexiva, nas atividades da vida cotidiana da própria escola, para que efetivamente possamos contribuir para o desenvolvimento delas com dignidade, com respeito às suas diferenças, com percepção de suas semelhanças culturais", destaca a pedagoga Aparecida Arrais Padilha.

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