Por que tantos professores deixam a sala de aula?

04/03/2016

"Apesar de sua importância, a longa permanência dos docentes nas salas de aula ainda é um grande desafio a ser vencido no Brasil. [...] professores com melhor formação e mais experiência tendem a deixar a sala de aula para atuar na direção, na coordenação pedagógica ou em áreas técnicas das redes de ensino, muitas vezes na formação continuada. Para eles, essa é a única forma de galgar patamares mais altos de remuneração e reconhecimento. Isso porque a carreira docente, tal como está posta hoje, não favorece a progressão profissional", assinala a pedagoga Maria Amabile Mansutti.

Uma olimpíada em que todos ganham

02/03/2016

"A escrita só faz sentido no seu uso social e não para cumprir uma tarefa para o professor, nem como algo que tem que ser chato, mas sim como um instrumento de expressão, de registro de experiências e de mobilização de forças. Descobrir que as palavras têm força, que todos têm o que dizer, que é possível participar ativamente da sociedade, são aprendizados que a Olimpíada [de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro] proporciona e que cada criança e jovem leva ao longo de sua vida", afirma Maria Alice Setubal.

A sedução que ronda o jardim da infância

29/02/2016

"Brincar é a linguagem das crianças e é brincando que elas constroem sua identidade, aprendem a se relacionar, identificam seus desejos genuínos e exercitam comportamentos futuros. Porém, convencidas por tantas mensagens comerciais, em lugar de expressar desejos genuinamente seus, milhares (e, por que não, milhões) de crianças seguem pedindo por objetos, muitas vezes na mesma cor, marca e tamanho, sem entenderem que tal desejo não é realmente delas. [...] Quanto mais longe do brincar espontâneo e do contato dos que realmente querem o melhor para elas, maior será a vulnerabilidade das crianças à sedução do marketing que as espreita e aborda ininterruptamente", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

Por que a escola particular não é melhor que a pública

25/02/2016

"Há escolas públicas que adicionam a mesma aprendizagem ou até mais do que as privadas, mas, ainda assim os resultados são menores, porque o ponto de partida é diferente. Por isso, temos que parar de estigmatizar a escola pública com o rótulo de pior que a particular. Precisamos apoiar as famílias dos 40 milhões de alunos da escola pública (que são mais de 80% do total de estudantes da Educação Básica) com oportunidades educativas além da escola, como mais acesso a bens culturais, a leitura e a novos repertórios de conhecimento. Essa é uma frente que não podemos ignorar para avançarmos na qualidade da educação pública do País", afirma Priscila Cruz.

Por que escolher a escola pode não ser uma boa opção?

24/02/2016

"As ações dos governos em Educação devem considerar as características de cada local e ouvir a comunidade escolar para, assim, oferecer uma educação de qualidade a todos, independente do endereço. Esse é um passo fundamental para que o Brasil enfrente suas desigualdades de forma propositiva e forme todas as nossas crianças, adolescentes e jovens para que possam participar da sociedade de forma cidadã. Uma escola pública para ser de qualidade precisa ser heterogênea, ou seja, é aquela que reconhece e respeita as pessoas com deficiência, a diversidade de gênero, de raça e de nível socioeconômico. Quando isso ocorre, todos avançam e as desigualdades diminuem", assegura Neca Setubal.

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