Por que a publicidade infantil é antiética

03/12/2015

As crianças não têm condições de interpretar criticamente as mensagens publicitárias e são assim manipuladas por elas. "Vivemos em mundo de aparências. As crianças exigem proteção. Elas não devem se preocupar com as marcas do que vestem, em parecer sensuais precocemente, ou em comer para ganhar os brindes e fazer regime para emagrecer dos excessos cometidos. A elas deve ser garantida a proteção integral, em sua absoluta robustez, e o direito de brincar livremente. Para que, assim, seja-lhes propiciada uma vida boa para e com outrem, em instituições justas, garantindo-se, com isso, a ética na relação dos adultos com os pequenos", afirma Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo, Instituto Alana.

Especialista alerta: as crianças estão na mira da indústria de tabaco

27/11/2015

"Já reparou? Junto com o cigarro estão expostos brinquedos e guloseimas. Ou seja, nos pontos de venda cigarro e bala têm a mesma destinação, seduzir a criança que é consumidora de balas hoje e de cigarro, quem sabe, amanhã. Assim em um ponto de venda aparentemente inocente vemos a mensagem do hábito de fumar sempre em destaque. [...] Da próxima vez que estiver numa fila de caixa com seu filho ou filha, preste atenção nas sutilezas por trás da disposição dos produtos à sua volta. Lembre-se que não existe ingenuidade na disposição daqueles produtos e repare em como o cigarro está sempre à vista das crianças. Elas são sempre o alvo. O alvo é sempre a parte mais fraca", aponta Vanessa Anacleto, co-fundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo.

 

Participação de crianças no enfrentamento à violência sexual

20/11/2015

"Uma vez que são cidadãos dotados de direitos e convivem com os problemas da cidade, também podem opinar e propor soluções sobre eles, de acordo com seu repertório e linguagem específica. Promover a participação não significa simplesmente fazer perguntas às crianças e esperar que elas respondam, mas criar condições para que elas opinem sobre temas que conheçam e tenham realmente alguma coisa a dizer. É, também, fundamental, que os adultos estejam preparados para interpretar as diferentes linguagens das infâncias, que além da fala, utilizam o corpo, as expressões artísticas, a ludicidade e as brincadeiras para demonstrar ideias", assegura Vinícius Gallon, coordenador da Campanha Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância.

Currículo Nacional – ruim sem ele, pior com ele

18/11/2015

"Lá fora, os convocados para elaborar e discutir as propostas normalmente são pesquisadores e profissionais das áreas específicas, especialistas em currículo e estudiosos do desenvolvimento e da aprendizagem. Eles assinam o documento, até mesmo registrando divergências. Aqui temos um documento órfão e anônimo, de um consenso e uma uniformidade típicos do pensamento único. O MEC lava as mãos. [...] Se você também não está feliz com essa proposta, manifeste-se. Ouse. Procure a mídia ou as ONGs, a Academia Brasileira de Ciências ou até escreva para o ministro da Educação", assinala João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.

O que une pedofilia a consumismo infantil

13/11/2015

"Em nossa cultura de consumo, a pedofilia ou estupro não são problemas isolados, de homens doentes. São também fruto do imaginário de uma sociedade que aceita a venda de sutiãs com bojo para meninas de 8 anos e investe milhões em publicidade de maquiagem para meninas de 6 anos, erotizando-as precocemente na tentativa de transformá-las em mulheres objeto, para vender", afirma Lais Fontenelle Pereira, especialista no tema Criança, Consumo e Mídia e consultora do Instituto Alana.

Páginas

Subscribe to blog.andi.org.br RSS  Feed RSS