Março 2016

A relação entre a escola, a família e a comunidade

30/03/2016

"Diversas pesquisas nacionais e internacionais apontam para o papel das famílias na melhoria da qualidade da educação nas escolas e de seus filhos. [...] As relações distantes e tensas da escola com as famílias ficam expressas nas falas de professores e diretores que reclamam da falta de interesse das mães e pais na educação dos filhos ou na inadequação do comportamento deles. Já para as famílias, a escola representa mais um espaço no qual sentem-se desrespeitadas e invisíveis. Essa situação fez com que, nos últimos tempos, as escolas fossem pressionadas a estabelecer vínculos com as famílias, a assegurar os direitos de todas as crianças e jovens a uma educação ou a mediar processos de conflito e violência das comunidades", assinala Neca Setubal.

Como a escola pode preparar os jovens para a participação da vida pública do país

23/03/2016

"O empoderamento dos jovens depende dos espaços de participação que existem em suas comunidades e das chances que têm para se expressarem e serem ouvidos. As novas tecnologias, como a facilidade para postar vídeos online e de usar as redes sociais, são ferramentas valiosas para uma educação cidadã e para o engajamento juvenil na participação da vida pública. Para tanto, as instituições de ensino têm que se transformar em escolas públicas de fato: democráticas, abertas à comunidade, onde os alunos tenham voz e façam parte ativamente do cotidiano [...] Não se deve primeiro ensinar conteúdos e depois práticas relativas à cidadania, mas trabalhá-los de forma integrada", atesta Maria Alice Setubal.

O lúdico e a criança como protagonista do processo de ensino aprendizagem

21/03/2016

“A criança tem que ser a protagonista de seu processo ensino/aprendizagem. Nessa perspectiva ela é um ser atuante enquanto cidadã, que produz e reproduz cultura, constrói seu conhecimento, ou seja, é o centro do processo educativo. [...] O brincar na Educação Infantil contribui para o desenvolvimento do ser humano, auxiliando na aprendizagem e facilitando no processo de socialização, comunicação, expressão e construção do pensamento”, destaca a psicopedagoga Marcia Ionara Eichstadt Piovezani.

Revolução no ensino médio e a BNCC

18/03/2016

"A proposta de diversificar esse período do ensino, permitindo que os estudantes escolham suas áreas de formação é um avanço. Com isto, a base nacional só ocuparia uma parte do tempo escolar, dando aos estudantes a possibilidade de escolher e se aprofundar numa área de interesse próprio. [...] O ponto central é que os jovens chegam ao ensino médio com diferentes interesses e níveis diferentes de formação, não podem ser todos colocados na camisa de força de um currículo único, e precisam escolher caminhos, com a liberdade de poderem mudar de ideia mais adiante", pontuam Simon Schwartzman e João Batista Araújo e Oliveira, respectivamente, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e presidente do Instituto Alfa e Beto.

Alunos de escolas públicas buscam respostas para o amanhã

17/03/2016

"O Prêmio Respostas para o Amanhã envolve toda a classe, apostando que podem aprender quando há professores engajados e jovens mobilizados e abertos ao diálogo. [...] A abertura da escola para a comunidade amplia os espaços de aprendizagem e enriquece as experiências educativas. As soluções apresentadas no concurso são muitas vezes simples, mas contribuem para uma vida mais sustentável e para a construção de vínculos entre a escola e a comunidade, criando o sentimento de pertencimento desses jovens ao lugar onde vivem. A comunidade, por sua vez, passa a reconhecer e a valorizar a escola como uma importante instituição na produção de conhecimento para a resolução de seus problemas", afirma Maria Alice Setubal.

Dados sugerem que apenas 10% dos alunos das redes estaduais atingem níveis satisfatórios no Ensino Médio

14/03/2016

Apenas um em cada 10 alunos alunos das redes estaduais atingem níveis satisfatórios de aprendizagem ao final do Ensino Médio. É o que sugere o Boletim IDados da Educação N.2, lançando no dia 04 de março pelo Instituto Alfa e Beto. O Boletim, divulgado periodicamente, analisa com rigor e independência dados e informações produzidos por diferentes fontes com o objetivo de levar conhecimento relativo a questões educacionais a diferentes públicos. Nesta edição, o tema são os Resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2014.

Desigualdade no aprendizado de ciências também começa na pré-escola

11/03/2016

Acaba de ser publicado na revista científica da Associação Americana de Pesquisa em Educação (Aera) um interessante estudo que identificou que a desigualdade no aprendizado de ciências começa bem cedo, já aos cinco anos de idade. Já se sabia, por diversos outros estudos, que filhos de pais mais ricos e escolarizados já chegavam na pré-escola com níveis de conhecimento em linguagem e matemática muito superiores às crianças de famílias mais pobres e menos escolarizadas. "Ou seja, a desigualdade verificada no aprendizado já aparece antes mesmo de as crianças ingressarem no ensino fundamental e é afetada significativamente por fatores que nada tem a ver com a escola, como o nível socioeconômico dos pais", ressalta o jornalista Antônio Gois.

A proteção da infância e os conteúdos da mídia

09/03/2016

"Levando em conta o processo de amadurecimento, e os direitos das crianças expressos em nosso ECA, são necessários cuidados especiais que caracterizem a proteção à infância. Entre esses, uma classificação indicativa, que sinalize aos pais, adultos ou à própria criança, que este programa é – ou não – adequado à sua idade. Como o cuidado de nossas crianças cabe a todos nós, e não apenas aos pais, é fundamental que as emissoras sigam estas normas – evitando conteúdo sexual, violência ou drogas dentro da programação infantil. Como a norma não proíbe a produção ou exibição de qualquer tipo de conteúdo – mas apenas disciplina e sinaliza a conveniência de horário e etária – não faz o menor sentido alegar que o sistema de Classificação Indicativa em curso no Brasil fere a liberdade de expressão das emissoras. Ela só disciplina e sinaliza a adequação em termos de faixa horária e público-alvo", assegura a psicóloga Raquel Moreno.

Um rumo para o ensino médio

08/03/2016

"Nenhum nível da educação preocupa mais do que o ensino médio. É nele em que verificamos os piores indicadores de aprendizagem, repetência e evasão. O descompasso entre o que esperamos dos jovens e o que eles esperam dessa etapa fica evidente em inúmeras pesquisas. A mais recente, divulgada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) na semana passada, revelou que 41% dos jovens de quatro estados pesquisados (São Paulo, Goiás, Pernambuco e Ceará) diziam ter como objetivo principal do estudo conseguir um trabalho melhor. Essa foi a principal resposta dada, bem à frente do desejo de continuar os estudos (22%)", aponta o jornalista Antônio Gois.

Por que tantos professores deixam a sala de aula?

04/03/2016

"Apesar de sua importância, a longa permanência dos docentes nas salas de aula ainda é um grande desafio a ser vencido no Brasil. [...] professores com melhor formação e mais experiência tendem a deixar a sala de aula para atuar na direção, na coordenação pedagógica ou em áreas técnicas das redes de ensino, muitas vezes na formação continuada. Para eles, essa é a única forma de galgar patamares mais altos de remuneração e reconhecimento. Isso porque a carreira docente, tal como está posta hoje, não favorece a progressão profissional", assinala a pedagoga Maria Amabile Mansutti.

Uma olimpíada em que todos ganham

02/03/2016

"A escrita só faz sentido no seu uso social e não para cumprir uma tarefa para o professor, nem como algo que tem que ser chato, mas sim como um instrumento de expressão, de registro de experiências e de mobilização de forças. Descobrir que as palavras têm força, que todos têm o que dizer, que é possível participar ativamente da sociedade, são aprendizados que a Olimpíada [de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro] proporciona e que cada criança e jovem leva ao longo de sua vida", afirma Maria Alice Setubal.