Abril 2016

As comunidades invisíveis do Brasil

29/04/2016

"A pobreza tem múltiplas dimensões além da falta de renda e da fome. O isolamento de parte da população e sua invisibilidade frente às políticas públicas e para os demais brasileiros podem aprisionar estas pessoas no vácuo da falta de opções e de reconhecimento. Esse isolamento leva a uma pobreza de referências culturais, que dificulta a construção de vínculos de afeto, assim como vínculos com o conhecimento, com nossas instituições e cultura", assinala Neca Setubal.

 

A desigualdade começa nos primeiros anos de vida

25/04/2016

"A aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar [...] Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil", pontua Alejandra Meraz Velasco.

Os desafios da alfabetização de adultos

20/04/2016

"Se realmente temos a perspectiva de erradicar o analfabetismo, o Brasil precisa aprender uma grande lição: o sucesso de qualquer esforço educacional repousa numa alfabetização eficaz das crianças aos seis anos de idade. Todo atraso nesse processo significa prejuízo e causa danos que, para milhões de brasileiros, tornam-se irrecuperáveis. A única fórmula de sucesso para erradicar de uma vez por todas o analfabetismo adulto é assegurar a alfabetização de todas as crianças no primeiro ano em que chegam à escola", assegura artigo escrito pela equipe do Instituto Alfa e Beto.

Você sabe o que é a Libras e como ela deve ser incluída nas escolas?

19/04/2016

"Os alunos surdos têm direito a assistir aulas ministradas em Libras, facilitando a inclusão em colégios regulares", afirma Ricardo Falzetta, do Todos Pela Educação. "A Libras é uma língua como as demais: tem estrutura gramatical, facilita a comunicação de pessoas de um mesmo grupo e deve ser aprendida e estudada. Vale lembrar que o estudo da Libras não exclui, no entanto, o ensino da Língua Portuguesa escrita. [...] É fundamental que as famílias e as escolas conheçam os direitos das crianças com deficiência para que eles sejam garantidos. Toda criança pode e tem o direito de aprender!"

Como tratar de política com as crianças?

13/04/2016

"Os adolescentes e jovens também precisam de apoio e orientações em momentos políticos e sociais tão conturbados. Para eles, o exercício da cidadania implica autonomia, empoderamento e participação. O desejo de agir junto à sociedade é expresso por muitos jovens na criação de coletivos, escolas de ativismo e movimentos que cobram transparência da ação pública e buscam intervir na política. É importante que todas essas ações encontrem espaços dentro da escola. [...] Um bom começo pode ser a implementação de grêmios dentro das escolas, de projetos de educomunicação ou ainda o incentivo à criação de intervenção nos problemas da comunidade", destaca a educadora Neca Setubal.

Olhar e vigiar: como percebemos a infância?

11/04/2016

"A criança revela seu próprio universo quando, minimamente, nos esforçamos em dirigir a elas o nosso olhar. Podemos fazer isto nos comportando como meros espectadores, sem interferência à realidade imaginada ou, simplesmente, participando de seu repertório de brincadeiras, jogos e conversa. Nas duas possibilidades podemos observar, com sensibilidade, como a criança enfrenta e resolve conflitos, como lida com as perdas, com a dúvida, com o problema, com a indiferença, com o êxito, enfim, como se articula num processo natural de crescimento. [...] O exercício do olhar nos aproxima de nossos filhos e alunos e, à medida que oferecemos escuta, com ouvido e coração abertos, passamos a nos comportar com empatia, sem impor nossas vontades e expectativas", assinala a pedagoga Luciana Franceschini.

A criança selvagem

08/04/2016

"Para muitas crianças, não há mais tempo sem adultos por perto, nós estamos sempre lá: as divertindo, restringindo, entretendo, propondo atividades, brincadeiras, passeios, o que fazer, como fazer, quando fazer. Em suma, controlando. Entretanto, há muitos aspectos das experiências das crianças que estariam melhores se elas fossem deixadas sozinhas. Em privacidade. [...] Precisamos deixar as crianças brincarem sozinhas, com autonomia, para que possam ser selvagens, mestras, espontâneas, competentes e livres. Ao adulto basta estar presente, por inteiro, presenteando-as com a escuta e o olhar sensíveis", aponta Maria Isabel.

O que as crianças aprendem com as histórias infantis?

06/04/2016

Como uma criança entende que a lagarta pode se transformar em borboleta, mas que um sapo não pode virar um príncipe encantado de verdade? De acordo com uma pesquisa publicada no início deste ano, no periódico científico Child Development, essa capacidade começa a se desenvolver bem cedo, por volta dos 3 anos de idade, e está ligada à leitura realizada em casa e na Educação Infantil. Segundo o estudo, os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia e conseguem, ainda, aprender informações das histórias para usar em sua vida cotidiana antes mesmo de entrar na escola.

Como lutar por um Brasil mais ético e justo?

05/04/2016

"Cabe a nós, sociedade civil, buscar conhecimentos e informações para debater e dialogar com o setor público e os demais segmentos comprometidos e envolvidos com a educação, contribuindo para a construção de políticas que beneficiem efetivamente todos os alunos brasileiros. Dentro de um contexto de crise econômica e política, somente o amplo diálogo sustentará nossas conquistas e, ao mesmo tempo, nos guiará por novos caminhos que garantam avanços sociais e ambientais sustentáveis", afirma Maria Alice Setubal.

O histórico e as formas de combate ao bullying no Brasil

04/04/2016

"A recém-aprovada Lei nº 13.185/16, além de trazer uma definição legal para o bullying, ali denominado “intimidação sistemática”, cria uma política nacional de combate à prática e assegura atendimento psicológico aos alvos, impondo a escolas, clubes e agremiações o dever de “assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate à violência e à intimidação sistemática”. [...] Tal previsão é importante, pois, como dito, as crianças por vezes escondem o bullying dos adultos, que, a seu turno e não raramente, erram ao tratá-lo como algo normal. Com a nova lei, fica claro que as escolas, agremiações e clubes não mais podem ignorar as agressões. Da mesma forma, devem promover a conscientização das crianças sobre o bullying, inclusive para orientá-las sobre como agir diante das agressões", pontua o advogado Guilherme Perisse.

Guilher

Publicidade infantil: o começo do fim

01/04/2016

"Superior Tribunal de Justiça (STJ) toma decisão histórica e coíbe venda casada de produto dirigido às crianças. [...] Seja por meio da via judicial ou por iniciativa própria, as restrições à publicidade infantil tendem a ser cada vez maiores, como já apontam exemplos vindos dos países mais desenvolvidos. A proteção à infância saudável implica em deixar nossas crianças livres da ganância e de manipulações comerciais, entre outros abusos conhecidos. Com o tempo e a partir de uma idade mais madura, certamente, esses jovens serão capazes de se tornar consumidores mais conscientes e responsáveis. A sociedade como um todo só tem a ganhar com isso", assegura Reinaldo Canto.