Julho 2017

Educação inclusiva é para todos!

27/07/2017

"Cada estudante é único e, por isso, diferente. Tem uma trajetória de vida, preferências, um jeito específico de aprender, dificuldades, facilidades. Essa é a premissa básica da educação inclusiva: todos os alunos, com ou sem deficiência, são diferentes. Por isso é que se diz que, nessa perspectiva de educação, a palavra-chave é a diversidade. A deficiência é apenas uma característica, entre tantas outras, que diferenciam os alunos uns dos outros. [...] Precisamos construir uma sociedade mais equânime e ciente do valor da diversidade, além de atender às demandas de cada estudante, tenha deficiência ou não. As demandas da educação inclusiva fazem um convite às comunidades escolares para a construção de uma educação que melhor atenda às demandas únicas de cada um de seus estudantes. Vamos responder a esse convite?", indaga Gabriel Limaverde, especialista em gestão das diferenças.

27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

14/07/2017

"É bem verdade que ainda temos muito que construir em redes e parcerias para assegurar que políticas públicas afirmadas através do ECA sejam implementadas em cada cidade de nosso país e para dizer não à discriminação, não ao abandono, não à invisibilidade de crianças em situações desfavoráveis, traumatizantes e de mais vulnerabilidade, não à exclusão social, não à violência e sempre sim aos melhores interesses à Vida e à Saúde das crianças e adolescentes brasileiros. Porém, por tudo que representou no que tange à proteção das crianças e adolescentes, nesse dia 13 de julho é tempo de celebrar os 27 anos de aniversário do ECA, através de cada ato cidadão nosso do dia-a-dia, cada sorriso, cada cuidado, cada luta pelas nossas crianças e adolescentes, que serão o futuro do nosso país", aponta Leandro Ziotto.

Para escutar uma criança

12/07/2017

"Como podemos escutar uma criança de maneira sensível, sem trazê-la para o campo das ideias dos adultos? [...] Nem só de palavras vive a criança. O que seria preciso para escutá-la em suas múltiplas linguagens, como a brincadeira, o desenho e a expressão corporal? Quando se trata de debater escuta de crianças, trata-se de não induzir respostas nem provocar concordância com qualquer tese que se pretende comprovar, e sim de escutar o que as crianças têm de fato como verdadeiro para dizer. [...] É importante perguntar se temos escutado as crianças de maneira correta. Se ao invés de escutá-las, não as temos desterritorializado ao trazê-las para nossas assembleias, nossos fóruns primordialmente adultos para saber o que pensam e sentem", assinala a filósofa e pedagoga Beatriz Antunes.

O Brasil do futuro precisa investir agora na educação de seus jovens

03/07/2017

"Nossos jovens, em sua maioria filhos de pais com baixa escolaridade, não só precisam como têm direito à educação de qualidade. É dever do Estado garantir uma escola que desperte o prazer pelo conhecimento, amplie o repertório cultural dos estudantes, reconheça os contextos nos quais estão inseridos, possibilite acessar melhores oportunidades de trabalho e contribua para o exercício da cidadania. Além de garantir o acesso e a aprendizagem de todos e todas, precisamos também avançar na construção de políticas que levem em conta valores caros aos adolescentes e jovens, como reconhecimento, valorização do grupo, autonomia, protagonismo, autoria e o desenvolvimento de atividades que lhes permitam sentirem-se pertencentes à escola. [...] Nossos jovens almejam romper o círculo vicioso da pobreza. E isto não é possível sem acessar o mundo do conhecimento desde a primeira infância. Querem que a escola seja realmente deles. Querem uma vida melhor. Querem aprender a sonhar. E mais: querem realizar sonhos", enfatiza Neca Setubal.