Março 2018

Empreendedorismo social e inovação na educação transformam o mundo

27/03/2018

"Na educação, sendo ela do campo social, a inovação diz respeito a conceito, processo, estrutura ou metodologia que enfrenta os desafios do presente, produzindo mudanças positivas no mundo. E qual o sentido dessas mudanças, o que elas devem buscar superar? As desigualdades socioeconômicas, a degradação ambiental e os limites à democracia impostos pela concentração do poder econômico. Por isso, efetivamente inovadoras são as iniciativas que se voltam para o fortalecimento de participação, responsabilidade, colaboração, empatia, transparência, criatividade e descentralização. Característica básica da inovação social é ser criação daqueles que dela vão se beneficiar. Por isso não é possível replicar experiências inovadoras, como se elas pudessem gerar modelos prontos. [...] As aprendizagens mais importantes para que os jovens possam produzir mudanças positivas no mundo só podem acontecer em organizações educativas (escolas ou não) que se identificam como centros locais de produção e cultura, reinventando as estruturas, os processos e as metodologias para isso", afirmam especialistas da Ashoka.

Como educar nossas crianças?

21/03/2018

Bens de consumo, além de uma infinidade de brinquedos e jogos de todos os tipos e preços são exibidos em grandes quantidades diariamente nos canais com programação infantil. Estudo conduzido pelo Observatório de Mídia da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana e sob coordenação do Professor Edgard Rebouças, concluiu que as nossas crianças estão sendo submetidas a uma verdadeira overdose de comerciais exibidos nos intervalos dos canais infantis. O objetivo do trabalho é acompanhar e monitorar a publicidade dirigida às crianças em 15 emissoras de tevê, abertas e fechadas, nos períodos de grande apelo de consumo. "Os canais infantis são, em geral, bem vistos pelos pais. Desenhos e filmes exibidos possuem uma boa qualidade, divertem as crianças e, ao mesmo tempo, são capazes de transmitir conhecimentos e valores positivos. Infelizmente, esse apelo ao consumo em tenra idade faz um contraponto ruim aos benefícios citados. [...] O que esperar do futuro de uma sociedade que enxerga as suas crianças como consumidoras?", indaga o professor e jornalista Reinaldo Canto.

A zona cinzenta da publicidade online

15/03/2018

Estratégias de marketing na internet colocam consumidor em dúvida: certas publicações são opinativas ou, na verdade, mensagens publicitárias? A incerteza sobre o caráter – opinativo ou publicidade de determinado conteúdo online torna-se ainda mais preocupante quando o público-alvo são crianças. Diferentemente de um adulto, a criança, em razão de sua idade, não tem condições de entender completamente o caráter persuasivo de uma mensagem publicitária. Por conta disso, toda publicidade que lhe é direcionada é considerada abusiva, já que tira proveito de sua peculiar condição de desenvolvimento para persuadir-lhe ao consumo de determinados produtos e serviços. "Na era de triunfo da Internet, é importantíssimo pensarmos em como criar mercados digitais mais justos, com práticas de publicidade online que respeitem os direitos do consumidor. E isso requer transparência acerca das relações comerciais entre empresas e influenciadores digitais. Mas, em especial, a fins de respeitar os direitos das crianças, é preciso acabar com a publicidade direcionada a criança, inclusive aquelas que são disfarçadas como opinião. E isso só vai acontecer quando toda a sociedade, incluindo Estado e empresas, estiver mobilizada para exigir condutas éticas e justas, com práticas publicitárias cumpridoras da legislação nacional", assinalam Ekaterine Karageorgiadis e Thaís Harari, coordenadora e advogada do programa Criança e Consumo.