Maio 2018

Como afastar nossos jovens do crime?

16/05/2018

O Brasil teve em 2017 o maior número de mortes violentas do mundo – foram cerca de 60 mil pessoas assassinadas. Morreu mais gente violentamente no Brasil do que em muitas das guerras civis que ocorreram na última década. Grande parte das vítimas são jovens, homens, negros e moradores de bairros pobres. Metade das mortes de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil hoje é causada por assassinatos. O custo econômico e social dessa tragédia é exorbitante. "O Brasil passa por uma crise de crime e violência e a solução para ela terá que vir de políticas que deem mais oportunidades para nossos jovens. Mais e melhores escolas e acesso ao mercado de trabalho são as únicas armas que temos para competir com o crime organizado. A intensificação do uso da força, seja por meio da polícia ou do Exército, será sempre uma política paliativa — consequência da nossa falha como sociedade de prover oportunidades mais iguais para a nossa juventude", pontua o professor Claudio Ferraz.

Do local para o global: o aprendizado a partir do conhecimento da própria comunidade

03/05/2018

"A melhor escola é aquela que usa os conhecimentos da própria comunidade para o aprendizado. De nada adianta aprender o que está nos livros se a comunidade não está empoderada de seus saberes locais. A sabedoria popular tem muito a ensinar. Aprender a partir da realidade local é muito mais fácil. Em Pedagogia do Oprimido, Freire propõe uma prática em sala de aula que incentive a criticidade dos alunos. A missão do professor deixa de ser transmitir e passa a possibilitar a criação e produção de conhecimentos, proporcionando que os indivíduos troquem e se eduquem entre si, mediados pelo mundo. Como há muitos mundos dentro de um só, é preciso reconhecer as diversidades de nossas crianças e adolescentes, espalhadas pelas comunidades ribeirinhas, quilombolas, rurais e tantas outras no Brasil, cheias de riquezas e possibilidades de aprendizado. Transformando o local transformamos também o global", aponta a jornalista Bruna Ribeiro.