20/11/2013

Dia da Consciência Negra: o que era avanço virou retrocesso em Curitiba

Por: 

Equipe ANDI

O professor Luiz Carlos Paixão da Rocha, mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), diretor de Comunicação da APP-Sindicato e integrante do movimento social negro do estado, em artigo no jornal Gazeta do Povo, discute o fato de a Associação Comercial do Paraná pedir, via Justiça, a revogação do feriado em Curitiba do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quarta-feira (20). Ele relata que, no último dia 12, Curitiba presenciou uma manifestação "inédita". "Centenas de lideranças representando o movimento social negro, movimentos sociais e centrais sindicais estiveram na frente do Tribunal de Justiça [do Paraná, TJ/PR] e da Associação Comercial do Paraná para mostrar o repúdio à decisão judicial que suspendeu, em caráter liminar, o feriado de 20 de novembro", diz. Rocha também lembra que, embora Curitiba seja reconhecida como "capital europeia", ela é, também, a capital mais negra do Sul do País, de acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta uma população negra (pretos e pardos) de aproximadamente 20%. Na última segunda-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar da Câmara Municipal de Curitiba para cassar a decisão do TJ/PR que cancelou o feriado em Curitiba. Na esteira do que aconteceu em Curitiba, na última segunda-feira (18) o TJ/PR concedeu liminar que suspende o feriado em Londrina. A decisão vale tanto para setores públicos quanto privados, de qualquer segmento, e acata os argumentos de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Leia na íntegra o artigo Feriado de 20 de novembro: uma conquista para Curitiba, de Luiz Carlos Paixão da Rocha.

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