23/08/2013

Educação Integral: valorizando saberes da comunidade e ampliação de tempos e espaços de aprendizagem

Por: 

Dianne Cristine Melo

A expectativa da aprovação do Plano Nacional de Educação em agosto deste ano, que por meio da meta 6 prevê a expansão da oferta de educação integral para 50% das escolas de educação básica até 2016 contribui para que o tema ganhe cada vez mais  espaço  na agenda pública.

Para contribuir com o alcance desta meta e com a formação de gestores públicos, principalmente os que assumiram recentemente prefeituras e secretarias municipais de educação, que desejam ampliar a jornada escolar e aprimorar a oferta de educação integral em suas cidades, a Fundação Itaú Social lançou o Guia Políticas de Educação Integral: orientações para implementação no município.

Elaborado a partir das experiências com projetos de assessoria a municípios na implantação de políticas de Educação Integral, o guia apresenta iniciativas bem sucedidas promovidas por secretarias estaduais e municipais de educação de todo o país e que também estão relatadas nas publicações Tendências para a Educação Integral (2011) e Percursos da Educação Integral (2012).

Ao acessarem a plataforma gratuita gestores públicos encontrarão um passo a passo para implementar ou reorientar a sua política de educação integral. Primeiramente, são apresentados os conceitos de educação integral, , que preveem a ampliação de tempo e do repertório cultural de crianças e jovens por meio de atividades socioeducativas, iniciação às artes e do acesso à tecnologia. Essa formação plena e abrangente pode ser realizada dentro da escola e também em composição com outros sujeitos e espaços do território, como organizações não governamentais.

Posteriormente os gestores receberão informações sobre a necessidade de realizar uma reflexão do modelo de educação integral que será adotado, além de fazer um diagnóstico local para identificar as fragilidades e potencialidades da rede. Isto é, verificar os equipamentos públicos disponíveis, perfil deste aluno, se há participação da família nas atividades escolares e entre outros fatores. Para a realização dessa avaliação é essencial que a equipe pedagógica que tenha uma boa formação técnica e também esteja alinhada com o conceito de educação integral que será adotado na rede.

Outras questões abordadas na plataforma são como realizar uma gestão participativa, definir as diretrizes da política e uma proposta curricular, como acompanhar e avaliar a iniciativa, que espaços utilizar e como fomentar parcerias com outras secretarias, a iniciativa privada, ONGs e institutos para estender a área de atuação. Para ampliar os saberes, o portal também conta com uma seção de consulta, onde foram reunidas publicações, vídeos e indicações de portais que abordam a temática.

Esperamos que munidos desse material os gestores possam avançar na construção de uma política de educação integral que, embora não haja uma única forma de se implementar, possa ser bem sucedida em qualquer lugar, respeitando as realidades locais e garantindo a ampliação de oportunidades de aprendizagem a todas as crianças e adolescentes.

Dianne Cristine Melo é coordenadora de programas sociais da Fundação Itaú Social

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