O que falta às crianças e jovens viciados em tecnologia?

06/02/2017

O uso de dispositivos tecnológicos por crianças e jovens está longe de ser prejudicial. Se bem orientado, pode estimular a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração, a capacidade de pesquisa e outras competências valiosas para o mundo contemporâneo. No entanto, é preciso moderação. O aumento da dependência de eletrônicos tem preocupado pais e educadores do mundo todo. "Entre crianças e jovens, as consequências do uso excessivo de eletrônicos se percebem tanto em problemas físicos (tendinites, sobrepeso), como também mentais e emocionais (isolamento social, dificuldade de concentração, transtornos do sono), com reflexo também nos resultados escolares. Como prevenção, o exemplo da família é fundamental. Os pais precisam evitar usar os dispositivos para tranquilizar a criança, para que fique quieta por algumas horas, e evitar que as crianças se isolem jogando durante as refeições. [...] Vale marcar um horário para o uso e garantir que seja respeitado. E o principal, sobretudo com crianças: participar das atividades digitais junto com elas. Não só para monitorar, mas porque o relacionamento com os pais, em atividades desfrutadas em comum, pode ser o melhor dos presentes", assinala Andrea Ramal.

Estudantes criadores

03/02/2017

Com o movimento maker salpicando em escolas do mundo inteiro, os alunos abandonam o papel de meros consumidores de informação, que apenas absorvem o que lhes é dito, e tomam as rédeas da própria aprendizagem, atuando na produção do conhecimento. “O que é mais interessante é que quem dita a regra do que deve ser aprendido é o interesse do próprio aluno. [...] A educação maker ou mão na massa é uma maneira de desenvolver, em cada aluno, todo o seu potencial. Ao porem suas mãos na massa, os alunos se fazem perguntas e buscam respondê-las de diferentes maneiras, por meio da experimentação. Ao contrário da abordagem tradicional, na educação maker o erro faz parte do aprendizado, motiva o aluno a transpor seus limites sem se preocupar em falhar e serve de insumo para a adoção de novas estratégias”, pontua a empresária Ana Maria Diniz.

O futuro da educação pública no Brasil

21/12/2016

"Ao longo da nossa história, o Brasil cometeu um erro grave ao não priorizar o direito à educação para todos como principal pilar de um projeto de país. Esta decisão trouxe, e ainda traz, sérias consequências. Ela não apenas limita o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população como contribui para a manutenção das desigualdades sociais que historicamente afligem, sobretudo, os mais pobres.  Quando defendemos que todos têm direito a uma educação de qualidade, significa que ninguém pode ficar para trás. Por isso, cada vez mais precisamos de políticas públicas focalizadas, conectadas às realidades e às necessidades de cada território, que enfrentem as diferentes formas de desigualdade. [...] Frente à crise econômica, política e institucional, o país não pode permitir retrocessos. A sucessiva descontinuidade das políticas educacionais tem um impacto perverso. E o mesmo ocorre com propostas que são implementadas sem amplo debate e adesão dos educadores e dos diferentes setores da sociedade. Com a promulgação da PEC 55, que institui o novo regime fiscal e congela por 20 anos os gastos públicos federais nas áreas sociais, precisaremos uma união de esforços e muito diálogo para não deixarmos acontecer possíveis retrocessos e, ao mesmo tempo, avançar na agenda da educação pública", assegura Neca Setubal.

Frequência escolar tem severa piora no Brasil

15/12/2016

Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram que, se por um lado, o Brasil tem conseguido incluir mais crianças e adolescentes na escola, por outro, enfrenta grande dificuldade em evitar que eles acabem fugindo da educação formal. "Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim. O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente. Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes. Seis em cada dez adolescentes que não estavam estudando no ano passado desistiram ainda no ensino fundamental. [...] É importante ressaltar que esses indicadores são as médias para todos os jovens. Se considerarmos apenas os brasileiros de classe econômica menos favorecida — justamente os mais vulneráveis — os números são piores. Está na hora de ouvirmos esses jovens, prestarmos mais atenção no que eles pensam e esperam da educação. Sem isso, será difícil resgatar os milhões deles que, via abandono completo ou fuga gradual das aulas, estão se distanciando da escola", aponta Érika Fraga.

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Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim.

O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente.

Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes.

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Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim.

O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente.

Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes.

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A educação brasileira e o mundo: onde estamos?

07/12/2016

Na edição de 2015, do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados ontem (06), a área em evidência foi a de ciências. "A baixa pontuação em ciências é preocupante porque, segundo o próprio Pisa, cerca de 40% dos estudantes brasileiros querem ter uma carreira profissional em áreas ligadas a ciência e tecnologia – e, como se vê, terão dificuldades em prosseguir os estudos. De maneira geral, o Pisa repete aquilo que já sabemos: nossos jovens chegam ao Ensino Médio – e saem dele – sem saber o suficiente para prosseguir os estudos e dominar as habilidades necessárias para exercerem as mais diversas profissões ao longo da vida. [...] Priorizar a educação é colocá-la no eixo central de desenvolvimento do Brasil, fazendo com que nossos jovens tenham mais oportunidades no futuro, onde quer que estejam e no que quer que trabalhem. Ao tomar conhecimento desses dados que nos colocam em comparação com o resto do mundo, alguém tem alguma dúvida da urgência disso?", indaga Priscila Cruz.

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