29/05/2012

Protagonismo juvenil marca a cobertura da 8ª Conferência do DF

Por: 

Silvia Guerreiro

A 8ª Conferência dos Direitos da Criança e dos Adolescentes do Distrito Federal, realizada no último fim de semana, reuniu cerca de 200 meninos e meninas para  refletir, debater, avaliar e pensar propostas voltadas para a mobilização, implementação e monitoramento da política nacional e do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. No encontro foram definidas 15 propostas que serão levadas pelos 70 delegados distritais para a Conferência Nacional em julho.

O primeiro dia da Conferência foi marcado pela presença das delegadas Thallita de Oliveira, 18 anos, e Lara Conrado, 8 anos, que representaram a população infanto-juvenil do DF na mesa de abertura. Elas pediram aos adultos que considerassem as propostas dos delegados adolescentes nas discussões.

Em todos os estados, o processo de organização e realização das conferências contou com a participação de meninos e meninas. No Distrito Federal um grupo de garotas e garotos, representantes de diversas organizações, com idades entre 11 e 16 anos, realizou a cobertura jovem dos três dias do evento. Eles participaram de uma oficina de educomunicação realizada pela Rede Andi Brasil, Viração, Conanda / SDH em parceira com a ANDI – Comunicação e Direitos, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a 8ª Conferência da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

Os jovens aprenderam a planejar os detalhes de uma cobertura, conheceram fanzines, matérias jornalísticas, assistiram e analisaram vídeos e escolheram os principais momentos da conferência para registrar e divulgar no blog Juventude Conectada aos Direitos.

Ao longo dos dias a equipe conversou com os delegados, entrevistou o governador Agnelo Queiroz (PT) e trabalhou para fortalecer o direito de crianças e adolescentes à comunicação, a produção e difusão de informações. 

Ao finalizar a cobertura os adolescentes registraram no blog que a experiência de educomunicação provocou a uma “sensação de aprendizagem e profissionalismo”. Para Juliane Paula Silva, 17 anos, moradora da Cidade Estrutural, a produção foi surpreendente. “Fiz coisas que nunca tinha feito, não sabia que daria conta de escrever um texto jornalístico”, conta a adolescente.

Para o colega Marcos Messias, 15 anos, morador da Ceilândia essa foi uma oportunidade de aprender coisas novas. “Nunca tinha tido experiência com comunicação, aprendi bastante. O que eu mais gostei foi de escrever, corrigir e publicar texto”.

Durante a Conferência a equipe produziu quatro vídeos e um fanzine destacando a participação dos adolescentes na conferência. Confira a cobertura completa no blog Juventude Conectada aos Direitos.

 

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