Cidadania

A metade que falta para as princesas

22/11/2016

A psicóloga do Alana, Maria Helena Masquetti, traz um ponto de vista importante sobre as consequências da cultura da fragilidade para meninas e meninos. "É urgente refletir sobre o quanto a cultura da fragilidade coloca as mulheres cada vez mais para fora do cenário profissional e político. Em lugar de príncipes encantados, a verdadeira metade que falta para elas é, por exemplo, a ocupação igualitária nas tribunas e cargos públicos, a equiparação de seus salários com os de homens na mesma função, o fim da violência doméstica, a proibição de seu uso como mero objeto sexual tão impunemente visível até nos comerciais de cerveja e a erradicação dos estupros cuja culpa ainda recai muitas vezes sobre elas mesmas sob alegações cínicas, incluindo o tipo de roupa que estariam usando, principalmente se não for cor de rosa."

Creches e primeira infância, desafios dos novos prefeitos

07/11/2016

"Em tempos de recursos escassos, há prioridades a se considerar e promessas de campanha que merecem atenção, já que muitas demandam abordagens intersetoriais. Esse é o caso da primeira infância. Creches apareceram com ênfase em programas eleitorais, dado o interesse em manter as crianças protegidas enquanto as mães trabalham. No entanto, sabe-se que isso não é o suficiente para garantir uma infância saudável e preparar a nova geração para os desafios da vida. Além disso, os cuidados com a primeira infância não se limitam à educação. Demandam ação conjunta com saúde e promoção social e, portanto, mecanismos de coordenação", assinala Claudia Costin.

A chave do destino de cada criança

19/10/2016

"Quem tiver à sua frente a missão de formar uma criança, deve levar em conta que, nos primeiros anos, o mundo para ela se refere àqueles de quem ela depende e ao modo como é acolhida por eles. É por esta ótica que, para muitas pessoas, mesmo lidando com adversidades, o mundo se apresenta amistoso e pleno de possibilidades enquanto, para outras, em condição até mais favorável, pode parecer limitador e hostil. [...] Se o bem-estar e o desenvolvimento das crianças não for prioridade para uma comunidade ou nação, nada mais poderá ser, uma vez que serão elas que tocarão em frente nossa busca de um mundo melhor. Na proporção do lugar que ocupamos em sociedade, nossas principais perguntas diante de uma criança ou das crianças em geral em situação vulnerável devem ser: O que está ao meu alcance fazer para melhorar a vida desta criança? ou O que posso fazer para ajudar a tirar do abandono tantas crianças em minha cidade, em meu estado, em meu país?", aponta Mª Helena Masquettti.

Desafios da Educação aos novos prefeitos

29/09/2016

"Os novos mandatários municipais irão assumir num cenário muito difícil da vida política e econômica brasileira. A restrição orçamentária será significativa para demandas crescentes em relação à Educação Infantil, tanto em relação ao acessoa creche e pré-escola, quanto no que se refere à qualidade do ensino. E isto passa pela valorização do professor.Por isso,o atual cenário vai exigir, como nunca dos futuros prefeitos, foco nos gastos, planejamento e saber fazer a escolha correta do secretário de Educação. [...] O enfrentamento deste desafio passa por uma escola com educação integral, uma escola que promova o desenvolvimento dos alunos não só no aspecto cognitivo – vinculado à aprendizagem escolar –, mas também o desenvolvimento das chamadas habilidades para a vida, como criatividade, pensamento crítico, trabalho colaborativo e abertura ao novo, entre outras. Os novos prefeitos precisam preparar as nossas crianças para o século 21 e, assim, romper com uma escola que ainda está no século 19", pontua o educador Mozart Neves Ramos.

A complicada questão da disciplina

30/08/2016

Um dos mais agudos paradoxos vividos na educação hoje é: como justificar a existência da escola quando alunos desistem de aprender e professores desistem de ensinar? A busca de soluções faz com que a maioria dos olhares voltem-se para a escola e para o professor, como se apenas a estes coubessem a tarefa de tentar resolver os problemas. "Mas a responsabilidade de disciplinar não cabe apenas a eles. [...] É fundamental instaurar um diálogo verdadeiro entre professores, pais, alunos, equipe técnica e líderes comunitários. Só assim, alunos, educadores e famílias poderão encontrar formas justas e amigáveis de resolver pontos de divergências e construírem de modo coletivo regras de conduta e redes de apoio", afirma Maria Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec.

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