Cidadania

A importância de brincar para educação

21/02/2017

A brincadeira possibilita experiências para as crianças que revelam o mundo e as desenvolvem para o futuro. "Enquanto brincam elas exercem determinadas funções sociais, pois, no interior de uma brincadeira ela acaba distinguindo vários tipos de reação grupal estimando as consequências agradáveis ou desagradáveis que eles acarretam. O ato de brincar tem um papel fundamental para o desenvolvimento biopsicossocial da criança. É nesse momento que ela se desenvolve, explora característica de personalidade, fantasias, medos, desejos, criatividade e elabora o mundo exterior a partir de seu campo de visão. A criança precisa experimentar, ousar, tentar, conviver com as mais diversas situações. Brincar com outras crianças, com adultos, com objetos, com o meio. A brincadeira individual também é algo importante, mas brincando com o outro, essa criança desenvolve seu convívio social", ressalta a psicopedagoga Ana Regina Braga.

Frequência escolar tem severa piora no Brasil

15/12/2016

Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram que, se por um lado, o Brasil tem conseguido incluir mais crianças e adolescentes na escola, por outro, enfrenta grande dificuldade em evitar que eles acabem fugindo da educação formal. "Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim. O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente. Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes. Seis em cada dez adolescentes que não estavam estudando no ano passado desistiram ainda no ensino fundamental. [...] É importante ressaltar que esses indicadores são as médias para todos os jovens. Se considerarmos apenas os brasileiros de classe econômica menos favorecida — justamente os mais vulneráveis — os números são piores. Está na hora de ouvirmos esses jovens, prestarmos mais atenção no que eles pensam e esperam da educação. Sem isso, será difícil resgatar os milhões deles que, via abandono completo ou fuga gradual das aulas, estão se distanciando da escola", aponta Érika Fraga.

É importante ressaltar que todos esses indicadores são as médias para todos os jovens. - See more at: http://blog.andi.org.br/frequencia-escolar-tem-severa-piora-no-brasil#st...

Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim.

O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente.

Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes.

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Continua sendo, no entanto, difícil convencer os adolescentes de que vale a pena persistir e permanecer na escola até o fim.

O IBGE mostrou que 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos, em 2015, havia abandonado os estudos precocemente.

Esse dado não nos permite concluir, no entanto, que o ensino médio é nossa principal fonte de problemas porque, na maioria dos casos, a ruptura começa antes.

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A educação brasileira e o mundo: onde estamos?

07/12/2016

Na edição de 2015, do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados ontem (06), a área em evidência foi a de ciências. "A baixa pontuação em ciências é preocupante porque, segundo o próprio Pisa, cerca de 40% dos estudantes brasileiros querem ter uma carreira profissional em áreas ligadas a ciência e tecnologia – e, como se vê, terão dificuldades em prosseguir os estudos. De maneira geral, o Pisa repete aquilo que já sabemos: nossos jovens chegam ao Ensino Médio – e saem dele – sem saber o suficiente para prosseguir os estudos e dominar as habilidades necessárias para exercerem as mais diversas profissões ao longo da vida. [...] Priorizar a educação é colocá-la no eixo central de desenvolvimento do Brasil, fazendo com que nossos jovens tenham mais oportunidades no futuro, onde quer que estejam e no que quer que trabalhem. Ao tomar conhecimento desses dados que nos colocam em comparação com o resto do mundo, alguém tem alguma dúvida da urgência disso?", indaga Priscila Cruz.

Os limites da educação na mobilidade social

28/11/2016

"É urgente debatermos essa cultura da desigualdade que está impregnada nos mais diferentes setores da sociedade com o discurso de que é melhor oferecer qualidade para alguns, pois pelo menos esses são salvos, do que não oferecer uma boa educação para nenhum. Para termos um Brasil mais igual, precisamos dar mais a quem tem menos, priorizando a universalização dos direitos, e não apenas das políticas. Isso exige políticas de longo prazo, customizadas de acordo com os diferentes territórios que apresentam diferentes realidades. Obviamente, a implantação de políticas para setores e territórios de alta vulnerabilidade social requer custos, muitas vezes mais altos. Mas é importante termos uma visão de longo prazo que inclua a todos, ainda que de forma gradual. O que não podemos mais admitir é a implantação de políticas que privilegiam poucos enquanto não há um planejamento para a igualdade de direitos de todos", assegura Neca Setubal.

A metade que falta para as princesas

22/11/2016

A psicóloga do Alana, Maria Helena Masquetti, traz um ponto de vista importante sobre as consequências da cultura da fragilidade para meninas e meninos. "É urgente refletir sobre o quanto a cultura da fragilidade coloca as mulheres cada vez mais para fora do cenário profissional e político. Em lugar de príncipes encantados, a verdadeira metade que falta para elas é, por exemplo, a ocupação igualitária nas tribunas e cargos públicos, a equiparação de seus salários com os de homens na mesma função, o fim da violência doméstica, a proibição de seu uso como mero objeto sexual tão impunemente visível até nos comerciais de cerveja e a erradicação dos estupros cuja culpa ainda recai muitas vezes sobre elas mesmas sob alegações cínicas, incluindo o tipo de roupa que estariam usando, principalmente se não for cor de rosa."

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