Cidadania

Porque dizer não a nossos filhos

24/03/2014

Em artigo publicado neste domingo (23) no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte (MG), o médico José Carlos Lassi Caldeira fala sobre o medo contemporâneo de dizer não " aos irmãos, aos amigos, nos dias hedonistas atuais, onde a regra é mostrar-se sempre "bem" e demonstrar ao respeitável público do facebook que se está sempre no gozo dos prazeres da vida". Segundo ele, esse medo "tem contribuído para a deturpação dos valores, para a não aceitação de limites, para o desrespeito dos direitos dos próximos e para a desorganização do tecido social". "Se à criança não é ensinado o valor do não, teremos, com muita probabilidade, adolescentes e adultos com desvios de condutas e, como consequência, a violência que hoje é, no Brasil, a maior causa de mortes entre jovens. Homicídios, acidentes de trânsito, suicídios, principalmente entre homens jovens em idade produtiva, são responsáveis por quase 10% do total de mortes anualmente no país: muito mais que numa guerra", avalia.

Como se fabricam crianças loucas

20/03/2014

Em artigo publicado no site do jornal espanhol El País, na última segunda-feira (17), a Jornalista Amiga da Criança Eliane Brum faz uma constatação alarmante: "Os manicômios não são passado, são presente. Uma pesquisa realizada no hospital psiquiátrico Pinel, em São Paulo, mostra que, mesmo depois das novas diretrizes da política de saúde mental no Brasil, crianças e adolescentes continuaram a ser trancados por longos períodos, muitas vezes sem diagnóstico que justificasse a internação, a mando da Justiça", afirma. No artigo, Eliane pede ao leitor para que conheça "a história de Raquel: 1807 dias de confinamento. E de José: 1271 dias de segregação. Ambos tiveram sua loucura fabricada na primeira década deste século".

Diário de uma quase sobrevivente da cracolândia

18/03/2014

Em texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, no último dia 11, a Jornalista Amiga da Criança Eliane Trindade faz um relato ao mesmo tempo contundente e comovente da história de Magali, entre idas e vindas no uso de crack, dentro de um período de quase dois anos. O início do texto é avassalador e bastante simbólico. "A gaúcha Magali passara os últimos cinco dos seus 30 anos rezando pela mesma cartilha. 'O crack é o meu pastor e nada me faltará', disse ela, parafraseando os primeiros versos bíblicos do Salmo 23, no nosso primeiro encontro em 2011. Devota das pedras que resultam de misturas variadas da pasta de cocaína, ela vagava pela cracolândia paulistana desde 2006", relata Eliane.

Crise e novos paradigmas dominam a última discussão do Seminário Imprensa e Organizações da Sociedade Civil

13/03/2014

A abrangência do tema da mesa que encerrou o Seminário Nacional Imprensa e Organizações da Sociedade Civil abrigou a troca de experiências diversas. A economia solidária, a educação, a era digital, a imprensa, a participação política e a opinião pública se destacaram na discussão sobre o papel das Organizações da Sociedade Civil para a democracia, a justiça social e o desenvolvimento sustentável.

Organizações da Sociedade Civil têm desafios maiores do que um novo marco regulatório

12/03/2014

Encontrar um novo modelo de desenvolvimento e radicalizar a democracia. Essas são as premissas defendidas por Cândido Grzybowski, diretor geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) para garantir pelo menos mais 30 anos de democracia e poder se aproximar das ambições que mobilizaram as organizações da sociedade civil no Brasil. Essa foi a resposta dele na tarde desta quarta-feira (12/03) à colunista da Folha de S.Paulo e comentarista da Globonews, Eliane Cantanhêde, mediadora do Diálogo Contextualização, no seminário Nacional Imprensa e Sociedade Civil. Eliane questionou Grzybowski sobre o financiamento necessário às mudanças no País.

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