Cidadania

Precisamos cuidar das crianças no meio ambiente virtual

18/07/2016

Na internet, crianças apresentam suas vidas a quem quiser assistir. Além de dados pessoais, estão suas casas, famílias e bens de consumo. Entenda os riscos e problemas desta situação: Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana, explica o que muda quando anúncios comerciais saem da TV e vão para dentro das redes sociais - feitos por crianças para crianças. Texto fundamental para todos os pais, mães, avôs, avós, tias e tios. Vamos todos chamar a atenção para a segurança física e psíquica dos pequenos que estão online!

Como podemos incentivar a leitura no Brasil?

12/07/2016

Hoje estima-se que 56% da população brasileira acima dos 5 anos de idade leram pelo menos partes de um livro nos últimos três meses. "Considerando-se o aumento dos dados de acesso à educação, podemos afirmar que alguns avanços terão impacto no acesso e na qualidade da leitura de nossas crianças e jovens. Um dos maiores diferenciais neste sentido é o aumento na escolaridade dos novos pais, segundo dados da PNAD, temos mais de 70% de mulheres com ensino médio completo (contra 25% em 2002) e 7 milhões de pessoas com ensino superior (contra 1,7 milhão em 1994). Certamente, uma nova geração de leitores será motivada por suas mães, pais, professores e também por bibliotecas instaladas em espaços das cidades, como pontos de ônibus e metrô, comunidades, clubes, centros culturais e museus", aponta a educadora Neca Setubal.

A educação de jovens e adultos chega apenas a 5% do público ao qual se destina

05/07/2016

O educador Roberto Catelli Jr. afirma que o país ainda não sabe como lidar com o analfabetismo funcional que atinge quase um terço da população brasileira. "Para que se possa efetivamente avançar na redução dessa grande dívida social do país, portanto, é necessário que se caminhe na construção de novos paradigmas para a modalidade, com formas de atuação e currículos próprios que estejam de acordo com as demandas pessoais e profissionais de jovens e adultos que retornam à escola. [...] Por fim, a política pública de educação precisa deixar de colocar em lados opostos a educação de crianças e adolescentes e a de jovens e adultos, pois estudos como o Inaf mostram que o nível de alfabetismo dos filhos tem relação direta com o nível de escolaridade dos pais, ou seja, é preciso pensar numa educação que considere toda a família, e não apenas as crianças".

Quando a cultura jovem entra na escola

01/07/2016

"Voltar o olhar para as periferias é descobrir a potência, a criatividade e a mobilização existentes nesses espaços. [...] Os jovens no Brasil e em todo mundo têm se rebelado de diferentes maneiras para serem ouvidos, serem levados em conta, serem protagonistas, autores. Muitas vezes a internet funciona como um instrumento valioso para a expressão de opiniões, de manifestações artísticas e de articulação entre diferentes grupos. Mas cabe à escola fazer uma conexão entre os saberes escolares com os temas contemporâneos. Escolas de todos os territórios devem ser capazes de ouvir, acolher e debater todas essas questões dentro das salas de aula. É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada", afirma a socióloga e educadora, Maria Alice Setubal.

É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada.

Uma reflexão sobre crianças e adolescentes em situação de rua

23/06/2016

"Segundo pesquisa da SDH, em parceria com IDEST de 2011, temos 24 mil crianças e adolescentes em situação de rua: 3 em cada 10 pessoas em situação de rua são menores de 18 anos. A atuação do Estado com crianças e adolescentes em situação de rua segue duas lógicas principais, uma lógica de que as ruas das cidades devem ficar livres de crianças e adolescentes “pobres e pedintes” e outra lógica de que as crianças e adolescentes devem ficar livres das ruas para garantir seu pleno desenvolvimento. Em ambos os casos, a primeira ação é sempre tirar os adolescentes e as crianças da rua para então tomar outras medidas. [...] É preciso que a sociedade e os profissionais das políticas sociais optem pelo cuidado e pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes, mesmo quando em situação de rua", aponta Rubens Bias, analista de política social.

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