Cidadania

Quando a cultura jovem entra na escola

01/07/2016

"Voltar o olhar para as periferias é descobrir a potência, a criatividade e a mobilização existentes nesses espaços. [...] Os jovens no Brasil e em todo mundo têm se rebelado de diferentes maneiras para serem ouvidos, serem levados em conta, serem protagonistas, autores. Muitas vezes a internet funciona como um instrumento valioso para a expressão de opiniões, de manifestações artísticas e de articulação entre diferentes grupos. Mas cabe à escola fazer uma conexão entre os saberes escolares com os temas contemporâneos. Escolas de todos os territórios devem ser capazes de ouvir, acolher e debater todas essas questões dentro das salas de aula. É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada", afirma a socióloga e educadora, Maria Alice Setubal.

É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada.

Uma reflexão sobre crianças e adolescentes em situação de rua

23/06/2016

"Segundo pesquisa da SDH, em parceria com IDEST de 2011, temos 24 mil crianças e adolescentes em situação de rua: 3 em cada 10 pessoas em situação de rua são menores de 18 anos. A atuação do Estado com crianças e adolescentes em situação de rua segue duas lógicas principais, uma lógica de que as ruas das cidades devem ficar livres de crianças e adolescentes “pobres e pedintes” e outra lógica de que as crianças e adolescentes devem ficar livres das ruas para garantir seu pleno desenvolvimento. Em ambos os casos, a primeira ação é sempre tirar os adolescentes e as crianças da rua para então tomar outras medidas. [...] É preciso que a sociedade e os profissionais das políticas sociais optem pelo cuidado e pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes, mesmo quando em situação de rua", aponta Rubens Bias, analista de política social.

Os estudantes não podem esperar

04/05/2016

"Se é consenso que as crianças não podem sofrer as consequências da crise, deve ser prioridade de todos, hoje e no futuro, preservar avanços e perseguir melhorias necessárias. Um dos pontos fundamentais para a melhoria da qualidade da educação no Brasil é a construção de uma Base Nacional Comum Curricular -documento que estabelece com clareza o que é essencial a ser ensinado nas escolas. Com isso, deve funcionar como uma espinha dorsal do sistema educacional, dando mais coerência para a formação de professores e a produção de materiais didáticos e avaliações, hoje desconectados", apontam Cleuza Repulho, Maria Alice Setubal e Maria Helena Guimarães de Castro.

As comunidades invisíveis do Brasil

29/04/2016

"A pobreza tem múltiplas dimensões além da falta de renda e da fome. O isolamento de parte da população e sua invisibilidade frente às políticas públicas e para os demais brasileiros podem aprisionar estas pessoas no vácuo da falta de opções e de reconhecimento. Esse isolamento leva a uma pobreza de referências culturais, que dificulta a construção de vínculos de afeto, assim como vínculos com o conhecimento, com nossas instituições e cultura", assinala Neca Setubal.

 

Os desafios da alfabetização de adultos

20/04/2016

"Se realmente temos a perspectiva de erradicar o analfabetismo, o Brasil precisa aprender uma grande lição: o sucesso de qualquer esforço educacional repousa numa alfabetização eficaz das crianças aos seis anos de idade. Todo atraso nesse processo significa prejuízo e causa danos que, para milhões de brasileiros, tornam-se irrecuperáveis. A única fórmula de sucesso para erradicar de uma vez por todas o analfabetismo adulto é assegurar a alfabetização de todas as crianças no primeiro ano em que chegam à escola", assegura artigo escrito pela equipe do Instituto Alfa e Beto.

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