Cidadania

Direito de brincar e de aprender

22/02/2016

"O debate público sobre o papel e a função da educação infantil no Brasil tem sido marcado por uma falsa dicotomia entre o direito de brincar e o de aprender. Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, no campo dos direitos, não há concorrência nem sobreposição, mas complementaridade. Também é consenso que a educação infantil é uma política poderosa no enfrentamento das desigualdades. Assegurá-la, com qualidade, a todas as crianças é uma das principais metas que o país precisa urgentemente concretizar. A tarefa não é simples e exige um amplo esforço do Estado e de toda a sociedade", afirma Maria Alice Setubal.

Construindo uma cultura da ética para as infâncias

18/02/2016

"A partir do momento em que começa-se a ter consciência da importância de  escutar e observar crianças nos seus contextos e territórios cotidianos espontâneos, sem a interferência dos adultos, instaura-se o desafio de uma mudança de postura ética e metodológica: não mais partir das verdades ‘universalmente instauradas’ pelo mundo adulto à respeito das crianças; mas considerar e aprender a escutar e a decifrar o que as crianças vivem, sentem e pensam, a partir das suas próprias vozes", assinala Adriana Friedmann.

O cruel mercado infantil de talentos na TV

28/01/2016

"Habilidades expressas ainda na infância, que estamos chamando aqui também de talentos, não devem ter relação com o mercado que transforma tudo em objeto de compra e venda. Sem cuidado e senso crítico, a televisão, mídia que diverte e educa, pode ser devoradora de audiências e assim devorar, de garfo e faca, aqueles que nela trabalham. No caso das crianças, esse sucesso rápido, gerado apenas pela visibilidade em 65% dos lares brasileiros, já pode ser responsável por expectativas e fantasias de grandeza que são cruéis [...] Crianças têm que brincar e estudar, não trabalhar nem precisar ganhar dinheiro para sustentar as suas famílias. Cabe aos adultos proteger, cuidar e educar com amor, ser mais amigo e menos o empresário de suas crianças", pontua a professora Maria Inês Delorme.

Adolescentes refugiados e perspectivas de acolhimento

18/12/2015

"Parte dos jovens refugiados chegam ao Brasil com poucos recursos, tanto materiais como simbólicos. Muitas vezes chegam sem documentos, sem possibilidade de expressar sua própria cultura e sem elementos que permitam uma integração minimamente saudável. Tendo em vista essas vivências, podemos pensar nas possibilidades de criar, no interior de cada equipamento público, espaços de diálogo e escuta para essa nova presença. [...] Podemos pensar trajetórias menos marcadas pelo traumático e mais pela riqueza do que é uma experiência migratória", assegura a psicanalista Ana Gebrim.

Jovens dão aula de cidadania

17/12/2015

"Contrariando o senso comum, os jovens não estão apáticos e alheios ao que passa a sua volta. É preciso escutá-los. As ocupações, assim como as manifestações de junho, são emblemáticas para essa discussão, pois apresentaram diversos elementos que se configuraram em ação direta, como o uso das tecnologias e a ocupação dos espaços públicos. [...] Com isso observamos a participação social da juventude frente aos desafios da contemporaneidade, cuja essência é a afirmação do sujeito que deseja escrever sua própria história", assinala a psicóloga Maria Alice Setubal.

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