Direitos e Justiça

Ensinar e aprender em áreas de violência

22/06/2017

"Infelizmente, em vários países do mundo, crianças estudam em áreas afetadas pela guerra ou por conflitos, que tornam extremamente difícil tanto o ato de ensinar como o de aprender. Nessas circunstâncias, é fundamental garantir o direito de aprender das futuras gerações como um imperativo ético, por meio de um trabalho intersetorial envolvendo educação, segurança, saúde e assistência social. Tanto professores quanto alunos têm que ter alguma segurança e tranquilidade para, dentro de uma situação desafiadora, levar a vida escolar da melhor forma possível. Os mestres das escolas nessas localidades necessitam de apoio especial na formação, com capacitação em mediação de conflitos e em justiça restaurativa", afirma Claudia Costin.

Contas com o passado

11/06/2017

Trabalho infantil teve forte redução no Brasil, mas a única meta aceitável é 0% das crianças de 5 a 14 anos trabalhando, e 100% na escola. "A escola, sem dúvida, é peça fundamental no combate ao trabalho infantil. Um ambiente acolhedor e um ensino de qualidade reduzem significativamente as chances de abandono e de trabalho precoce. Isto não significa que devemos esperar que os professores resolvam, sozinhos, um problema que ultrapassa, e muito, os muros da escola. [...] Se queremos um ensino do nível de qualidade de países ricos, precisamos olhar não apenas para o que acontece dentro de sala de aula, mas também para o atraso que ainda nos cerca, em pleno século 21", pontua Antônio Gois.

Educação só é de qualidade quando é para todos

08/06/2017

"Infelizmente, estar matriculado em uma escola no Brasil não garante a aprendizagem. Os resultados da Prova Brasil e do Ideb demonstram que nossos alunos passam pelas salas de aula e aprendem muito pouco. Neste momento em que o país discute a Base Nacional Comum Curricular, não podemos perder a oportunidade de fazer uma ampla mobilização pela importância do conhecimento e pela valorização do papel do professor, que passa necessariamente pela sua formação para que os estudantes tenham efetivado o direito de aprender. [...] As desigualdades educacionais não estão isoladas. Elas se articulam e são potencializadas por outras desigualdades, como a de renda, de raça, de gênero, do território... Se a educação é uma área central para o desenvolvimento do país e melhoria das condições de vida de seus cidadãos, ela deve ser preservada, tanto em momentos de bonança, quanto de crise. Assim, a atual conjuntura não pode servir para paralisar ações e programas exitosos ou impedir que políticas sólidas sejam elaboradas e implementadas para o enfrentamento das desigualdades", assinala Neca Setubal.

Como tornar a escola um espaço de escuta, expressão e diálogo?

28/03/2017

“Ampliar o diálogo, a mediação e a escuta é fundamental --não só para manter o respeito e uma convivência pacífica entre diferentes no ambiente escolar, mas também para que nossos jovens sejam capazes se expressar e se prepararem para uma participação efetiva numa sociedade que exige cada vez mais posicionamentos e diálogo. Criar este ambiente de respeito e diálogo é missão de todos e parte da tarefa tem sido protagonizada pela mobilização de nossos jovens. Cabe aos estados ouvi-los e criar leis e normas que balizem uma gestão democrática da educação, conforme previsto pela meta 19 do Plano Nacional de Educação. [...] Para atender às demandas de nossa juventude, é premente fazer com que as aulas e demais atividades pedagógicas estejam mais próximas do cotidiano e com experiências autênticas, que devem se articular com valores como diálogo, respeito, reconhecimento, diversidade, participação e cooperação”, destaca a socióloga e educadora Neca Setubal.

Consumo e infância: por uma leitura crítica da mídia nas escolas

21/03/2017

"Em nome da sustentabilidade do planeta e da ética, o consumo tem que ser repensado, de modo a torná-lo consciente, sustentável e de qualidade", aponta a psicóloga Rachel Moreno. Ela fala também sobre os apelos para o consumo e a necessidade de um olhar crítico sobre os meios de comunicação. "Se nós adultos somos impactados pela mídia, imagine o que acontece com as crianças! E não é apenas com relação à compra de produtos mas visões de mundo e modelos que são colocados de variadas formas. [...] Nossas crianças são as que assistem a mais tempo de televisão. E – estranha coincidência – são as mais precocemente erotizadas. Como podemos proteger as várias infâncias de uma forma mais concreta em termos de evitar a adultização precoce, a erotização, o desrespeito aos direitos das crianças, a brincar… Com que atores sociais podemos contar para isso?" A família, a escola e a mídia podem e devem contribuir com isso!

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