Direitos e Justiça

A invisível exploração sexual nas estradas

15/02/2017

Mapeamento realizado pela PRF, entre 2013 e 2014, identifica 1.969 pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Brasil. "O problema da exploração sexual nas estradas deve ser enfrentado por toda a sociedade. Cabe ao poder público fazer valer a portaria 944 do Ministério do Trabalho, que trata das condições sanitárias dos locais de parada e descanso. A responsabilidade sobre o problema também recai em cada cidadão que, neste verão, trafegará pelas estradas do país em busca de diversão, lazer e descanso. Não podemos fingir que não é conosco. Ao parar na estrada para um simples café ou lanche, lembre-se de que nessas circunstâncias a exploração sexual pode se manifestar. Olhe em volta. Caso suspeite de uma situação de risco, não hesite; denuncie, disque 100 – o serviço de atendimento telefônico gratuito do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos", alerta Eva Dengler, gerente de programas e relações empresariais da Childhood Brasil.

Os limites da educação na mobilidade social

28/11/2016

"É urgente debatermos essa cultura da desigualdade que está impregnada nos mais diferentes setores da sociedade com o discurso de que é melhor oferecer qualidade para alguns, pois pelo menos esses são salvos, do que não oferecer uma boa educação para nenhum. Para termos um Brasil mais igual, precisamos dar mais a quem tem menos, priorizando a universalização dos direitos, e não apenas das políticas. Isso exige políticas de longo prazo, customizadas de acordo com os diferentes territórios que apresentam diferentes realidades. Obviamente, a implantação de políticas para setores e territórios de alta vulnerabilidade social requer custos, muitas vezes mais altos. Mas é importante termos uma visão de longo prazo que inclua a todos, ainda que de forma gradual. O que não podemos mais admitir é a implantação de políticas que privilegiam poucos enquanto não há um planejamento para a igualdade de direitos de todos", assegura Neca Setubal.

Creches e primeira infância, desafios dos novos prefeitos

07/11/2016

"Em tempos de recursos escassos, há prioridades a se considerar e promessas de campanha que merecem atenção, já que muitas demandam abordagens intersetoriais. Esse é o caso da primeira infância. Creches apareceram com ênfase em programas eleitorais, dado o interesse em manter as crianças protegidas enquanto as mães trabalham. No entanto, sabe-se que isso não é o suficiente para garantir uma infância saudável e preparar a nova geração para os desafios da vida. Além disso, os cuidados com a primeira infância não se limitam à educação. Demandam ação conjunta com saúde e promoção social e, portanto, mecanismos de coordenação", assinala Claudia Costin.

Publicidade infantil e os efeitos danosos às crianças – até quando?

26/10/2016

"A publicidade infantil perdeu muito da sua inocência e hoje, liderada pela indústria de brinquedos e de alimentos, é ela o alimento perfeito para a insaciedade que ronda os nossos pequenos. E o pior: longe dos olhos zelosos dos pais, que estão na labuta! Eu conversei com um diretor de criação de agência de propaganda sobre as estratégias para fisgar a atenção das crianças, e ele confessou: criar uma necessidade na criança! Ela acreditará que precisa daquilo. Mas, ao contrário dos adultos, está despreparada para entender que precisar é diferente de querer, e se sente, na ausência do objeto desejado, deprimida nas suas condições de crescer de maneira saudável", assegura Beth Veloso.

Desafios da Educação aos novos prefeitos

29/09/2016

"Os novos mandatários municipais irão assumir num cenário muito difícil da vida política e econômica brasileira. A restrição orçamentária será significativa para demandas crescentes em relação à Educação Infantil, tanto em relação ao acessoa creche e pré-escola, quanto no que se refere à qualidade do ensino. E isto passa pela valorização do professor.Por isso,o atual cenário vai exigir, como nunca dos futuros prefeitos, foco nos gastos, planejamento e saber fazer a escolha correta do secretário de Educação. [...] O enfrentamento deste desafio passa por uma escola com educação integral, uma escola que promova o desenvolvimento dos alunos não só no aspecto cognitivo – vinculado à aprendizagem escolar –, mas também o desenvolvimento das chamadas habilidades para a vida, como criatividade, pensamento crítico, trabalho colaborativo e abertura ao novo, entre outras. Os novos prefeitos precisam preparar as nossas crianças para o século 21 e, assim, romper com uma escola que ainda está no século 19", pontua o educador Mozart Neves Ramos.

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