Direitos Humanos

Atiramos para todos os lados e seguimos errando no ensino médio

18/10/2017

"Um estudo divulgado nesta semana atribui estatísticas sólidas a uma de nossas maiores catástrofes: o afastamento dos jovens da escola. A pesquisa do Insper e Instituto Ayrton Senna, com apoio da Fundação Brava e do Instituto Unibanco, revela que o número de brasileiros de 15 a 17 anos – faixa etária compatível com o ensino médio – soma 10,3 milhões. Desse total, 2,8 milhões perdem o rumo da escola por variados motivos. Parte significativa (1,5 milhão) nem chega a se matricular no início do ano, outra parcela (700 mil) para de frequentar as aulas antes do fim do período letivo e outra fatia (600 mil) é reprovada por faltas. Dentre as inúmeras possíveis causas do afastamento do jovem está a dificuldade da escola em ser atrativa, o que repele o adolescente. E, essa é uma das pautas urgentes da educação brasileira! Há outros motivos pessoais e sociais, porém, que se interpõem entre o jovem e a escola e também precisam ser considerados e atacados. A lista é longa e inclui gravidez precoce, violência, necessidade de trabalhar, distâncias longas a serem percorridas, baixa resiliência emocional. São problemas muito mais próximos de famílias de baixa renda, que, ao afastar o adolescente da escola, contribuem para perpetuar sua situação de pobreza”, assinala Érica Fraga.

“Se Sujar” Educa: o que as crianças aprendem se sujando?

08/09/2017

Um dos primeiros contatos que temos com o mundo é por meio do tato. Levar objetos à boca, manuseá-los e movimentar-se no espaço são formas de exploração que permitem que a criança comece a assimilar aquilo que está à sua volta. [...] A intensa aproximação com o ambiente muitas vezes resulta em sujeira! Afinal, como morder uma fruta suculenta sem se lambuzar? Como brincar na areia do parque sem encardir as roupas e as mãos? Como pintar e desenhar sem manchar a camiseta? Se sujar é também uma consequência de explorar diferentes materiais e descobrir como se comportam. Confira, aqui, algumas das aprendizagens que as crianças realizam em situações em que lidam com terra, areia, alimentos… E literalmente “se sujam”.

Em que idade as crianças devem ser alfabetizadas?

05/09/2017

Há pelo menos duas maneiras de responder a essa pergunta: observando as melhores práticas em outros países e ouvindo os cientistas que estudam o assunto. "A idade de alfabetizar muda de país para país, mas deve começar no primeiro ano escolar. Alfabetizar é a missão mais importante do início da escolarização. [...] há momentos mais favoráveis para aprender e desenvolver determinadas habilidades. A área do cérebro responsável pela linguagem e pelo processamento da forma visual das palavras se desenvolve de maneira especialmente acentuada entre os 3 e 6 anos de idade. Depois dessa idade, a aprendizagem é sempre possível, mas há um preço a pagar. Esse preço é especialmente alto para as crianças que apresentam dificuldades para aprender a ler – e, de modo muito especial, para as crianças portadoras de dislexia", assinala o educador João Batista Oliveira.

Precisamos formar alunos para profissões que ainda nem existem

01/09/2017

"Seis em cada dez alunos do ensino fundamental no município de São Paulo acreditam que trabalhos em grupo, debates e o uso de tecnologia pelo professor facilitam a aprendizagem. Os estudantes paulistanos estão certos em querer maior interação com colegas e a aplicação da tecnologia como apoio pedagógico. São ferramentas que aumentam a atratividade do conteúdo escolar, claro, mas que, além disso, serão essenciais para a necessidade de frequente reciclagem ao qual serão expostos no futuro. [...] A escola e os formuladores de políticas educacionais precisam pensar em conteúdos e estratégias pedagógicas que olhem mais para o futuro. Ouvir os alunos é essencial", afirma a jornalista Érica Fraga.

Brincar é a melhor escola para as crianças

17/08/2017

"Onde está o brincar espontâneo, o prazer genuíno também está. Assim como estão a criatividade, a saúde mental, a poesia, a autoconfiança, a determinação, a curiosidade, a sociabilidade, a expressão corporal, as habilidades inatas e, sobretudo, a alegria e a disposição de fazer sem cansar até dar certo. Para os que conseguem levar para a vida adulta essa liberdade de se dedicar ao que de verdade os motiva, o trabalho dito sério segue prazeroso como um brincar. [...] pelo brincar livre, as crianças podem vir para fora e dizer ao mundo a que vieram, cada uma com seu jeito único e não padronizável. Vale o esforço de usar a imaginação para nos levar de volta ao ponto onde nossa alegria de ser se deparou com a crença no ter. E, se levarmos nosso coração junto nessa viagem, o diálogo entre a criança que fomos e o adulto que agora somos pode ser fácil para uns ou difícil para outros, mas há de ser certamente uma conversa reparadora", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

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