Direitos Humanos

O papel da Educação na erradicação do trabalho infantil

12/06/2019

"Imenso é o desafio da Educação brasileira e seus profissionais no combate ao trabalho infantil e requer a articulação de vários agentes e iniciativas: identificar e notificar os casos, sensibilizar as famílias e a comunidade, manter o interesse das crianças e dos adolescentes na escola e somar esforços com a rede de proteção social. Desafio maior ainda é o do País em colocar a Educação como uma prioridade, com contínuo e adequado investimento em infraestrutura, insumos pedagógicos, formação e valorização salarial dos profissionais. O desafio de fazer entender a Educação como ferramenta na transformação da vida de  milhares de crianças, adolescentes e suas famílias, classificadas na pirâmide social brasileira como pobres e extremamente pobres e assegurar a elas um dos direitos fundamentais mais significativos na evolução da espécie humana – o de aprender", afirma a socióloga Denise Cesario.

Nenhum menino ou menina deveria sentir medo de ir à escola

21/03/2019

"Em meio ao legítimo clamor por segurança, o que ainda não é uma demanda social é a implementação da cultura de paz e educação em direitos humanos nas escolas. A solução não é armar os professores. Nas palavras de Malala, ativista paquistanesa e Prêmio Nobel, “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. O papel da escola não é unicamente ensinar disciplinas. A escola faz, sim, parte de um sistema de garantia de direitos e tem uma função essencial na construção da cidadania. É importante a atuação articulada com os demais atores, como assistência social, cultura, habitação e saúde física e mental. A escola é uma ponte entre a vida familiar e a vida pública e muitas vezes é o professor quem consegue identificar possíveis transtornos de comportamentos, quadros de depressão e até de violência doméstica. Educação integral não é apenas escola em tempo integral, mas o desenvolvimento completo do ser humano nas suas mais diversas dimensões", assinala Bruna Ribeiro, jornalista e especialista em Direito Internacional.

Coberturas de comoções sociais com adolescentes exigem cuidado em dobro

14/03/2019

"Precisamos chegar a um nível de cobertura jornalística que não ultrapasse limites. É questão de exercitar o olhar sensível. 'A regra é o bom senso. Temos que noticiar, zelar pela integridade da noticia, não sonegar imagens, mas também não espetacularizar o sofrimento alheio. É uma linha tênue e difícil', afirma o premiado jornalista Marcelo Canellas, que cobriu, no Fantástico da TV Globo, tragédias como o caso da Boate Kiss. 'O repórter precisa adotar uma postura respeitosa, de interlocução, de dar voz a quem quiser se expressar e respeitar o silêncio de quem prefere optar pelo luto solitário', diz Canellas, que também é Jornalista Amigo da Criança. Notícia não é espetáculo. Jornalismo não é entretenimento. Dar contornos sensacionalistas para tragédias como essas nos torna corresponsáveis pela desilusão, solidão e angústia que sentem as pessoas. Cuidemos de nossos adolescentes. Nessa fase, tudo parece muito mais potencializado. Inclusive a dor da alma que leva a alguém a cometer o impensável", afirma a jornalista Maria Carolina Trevisan, titulada em 2015 como Amiga da Criança.

Todos juntos pela infância

29/05/2018

"Investir na Primeira Infância é mais eficiente e mais 'barato' do que conter os gastos futuros e, principalmente, os prejuízos – prejuízos estes que se manifestam, individual e socialmente, em diversas esferas, como saúde, escolaridade e renda/emprego. No entanto, investir na Primeira Infância, apesar de fundamental, não é realidade no Brasil nem em diversos países. Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado em 2017, mostrou que 32 países – onde vivem, no total, 85 milhões de crianças abaixo dos cinco anos – ainda não tinham as três políticas que a entidade propõe: dois anos de Educação pré-primária gratuita, direito de amamentação no trabalho durante os primeiros seis meses do bebê e licença parental para pais e mães. [...] Estamos em um ano em que precisamos tomar, nas urnas, decisões que podem mudar finalmente o rumo do Brasil. Os candidatos precisam, urgentemente, olhar para nosso futuro – as crianças", alerta Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação.

Como afastar nossos jovens do crime?

16/05/2018

O Brasil teve em 2017 o maior número de mortes violentas do mundo – foram cerca de 60 mil pessoas assassinadas. Morreu mais gente violentamente no Brasil do que em muitas das guerras civis que ocorreram na última década. Grande parte das vítimas são jovens, homens, negros e moradores de bairros pobres. Metade das mortes de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil hoje é causada por assassinatos. O custo econômico e social dessa tragédia é exorbitante. "O Brasil passa por uma crise de crime e violência e a solução para ela terá que vir de políticas que deem mais oportunidades para nossos jovens. Mais e melhores escolas e acesso ao mercado de trabalho são as únicas armas que temos para competir com o crime organizado. A intensificação do uso da força, seja por meio da polícia ou do Exército, será sempre uma política paliativa — consequência da nossa falha como sociedade de prover oportunidades mais iguais para a nossa juventude", pontua o professor Claudio Ferraz.

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