Direitos Humanos

Educação só é de qualidade quando é para todos

08/06/2017

"Infelizmente, estar matriculado em uma escola no Brasil não garante a aprendizagem. Os resultados da Prova Brasil e do Ideb demonstram que nossos alunos passam pelas salas de aula e aprendem muito pouco. Neste momento em que o país discute a Base Nacional Comum Curricular, não podemos perder a oportunidade de fazer uma ampla mobilização pela importância do conhecimento e pela valorização do papel do professor, que passa necessariamente pela sua formação para que os estudantes tenham efetivado o direito de aprender. [...] As desigualdades educacionais não estão isoladas. Elas se articulam e são potencializadas por outras desigualdades, como a de renda, de raça, de gênero, do território... Se a educação é uma área central para o desenvolvimento do país e melhoria das condições de vida de seus cidadãos, ela deve ser preservada, tanto em momentos de bonança, quanto de crise. Assim, a atual conjuntura não pode servir para paralisar ações e programas exitosos ou impedir que políticas sólidas sejam elaboradas e implementadas para o enfrentamento das desigualdades", assinala Neca Setubal.

Riscos e benefícios das novas tecnologias para crianças e adolescentes

30/05/2017

O compromisso com o desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes é um direito assegurado como prioridade absoluta em nossa Constituição Federal, em seu Artigo 227. Assim sendo, é vital refletir constantemente sobre agravos e vulnerabilidades inerentes a esta faixa etária. Os caminhos seguros são esclarecimento e educação. Confira entrevista com Paulo Telles, médico psiquiatra do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (NEPAD) e pesquisador colaborador do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (NESA) – ambos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Paulo fala sobre ansiedade da informação, dependência pela tecnologia, uso, abuso e ressalta ainda o cuidado em não repudiarmos uma ferramenta essencial nos dias atuais pelo fato de poder ser mal utilizada em algumas situações. Vale refletir!

O Brincar em tempos de infâncias

23/05/2017

"A infância é o momento especial para que as brincadeiras fluam em nosso cotidiano. Livre de responsabilidades, regras e cobranças, o brincar marca a nossa passagem pela vida como algo intenso e prazeroso. [...] Os adultos acabam tornando-se responsáveis em favorecer ou não que as crianças brinquem, sendo assim, é importante que o tempo e o espaço de brincar sejam respeitados por aqueles que um dia já foram crianças. Para favorecer espaços de brincar, é preciso ter clareza de que este é um direito da criança e que se ela não o tiver garantido durante este período, o tempo não poderá repor o que foi perdido. Aos adultos, cabe respeitar e valorizar este momento, proporcionando espaços que possibilitem as brincadeiras, a exploração com diversos materiais e, sempre que possível, com outras crianças", aponta a pedagoga Aline Paes.

O medo da prova revela que precisamos rever nossas avaliações

11/05/2017

"Além de classificar e ser usada como critério de reprovação, a avaliação pode e deve ocupar outro lugar: o do diagnóstico. Seus resultados devem orientar a prática docente, indicar lacunas na aprendizagem, ser matéria prima do planejamento escolar para que o professor possa aperfeiçoar e até rever suas práticas pedagógicas. Para que isto ocorra, a formação continuada dos educadores, realizada na própria escola, é essencial. [...] Não se trata de culpabilizar os mais de 2 milhões de professores que atuam nas escolas brasileiras, mas sim de assegurar as condições necessárias para que a cultura da reprovação possa, de fato, deixar de ser uma realidade. Este é um importante passo para que os testes deixem de ser um fator de angustia para nossos estudantes", afirma a socióloga e educadora Maria Alice Setubal.

Ser feliz e aprender

25/04/2017

É possível combinar bem-estar de alunos e boas notas. Relatório do Pisa mostra que pais e professores podem contribuir para isso. “[...] documento indica que há atitudes de pais e educadores que podem influenciar positivamente tanto no bem-estar dos adolescentes e em seu aprendizado. Alunos que reportaram conversar mais com seus pais e ter mais tempo de convívio entre eles (e menos isolados na internet) têm níveis de felicidade maiores. No caso da escola, a ansiedade gerada com os testes diminui quando estudantes reportam que seus professores adaptam as aulas para as necessidades suas e dos colegas e conseguem dar ajuda individual quando há alguma dificuldade de aprendizado. O estresse aumenta consideravelmente, porém, quando alunos dizem sentir que os professores acham eles menos inteligentes, ou quando acreditam que são mais rigorosos na avaliação deles na comparação com outros colegas”.

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