Direitos Humanos

País diminuiu suas taxas de evasão e repetência, mas perde com os jovens fora da escola o mesmo que gasta no ensino médio

05/12/2016

Estudo mostra que os prejuízos do abandono escolar (consequência em boa parte da baixa aprendizagem e da repetência) são muito maiores do que os já conhecidos. "Na pesquisa, os autores primeiro calcularam o prejuízo financeiro individual que um aluno tinha por não conseguir completar o ensino médio, já que o rendimento médio no mercado de trabalho é menor entre aqueles que não chegaram a concluir essa etapa. Considerando o total de jovens nessa situação, a conclusão é de que, para o conjunto do país, há um custo privado da ordem de R$ 14 bilhões por ano [...] também estimaram em outros R$ 35 bilhões por ano o que eles chamaram de custo social com a evasão, pagos por toda a sociedade. Nesta conta entram gastos com saúde pública, segurança, valores que deixam de ser arrecadados com impostos, entre outras variáveis que são afetadas pela menor escolaridade do indivíduo. Se somados esses R$ 35 bilhões com os R$ 14 bilhões do custo privado, chegamos a uma quantia de R$ 49 bilhões anuais. Ou seja, o mesmo valor que investimos nos que ainda estão em sala de aula é perdido com os que a abandonaram", assinala Antônio Gois.

Uma escola para jovens, por um novo ensino médio!

02/12/2016

Precisamos conceber uma escola própria para o momento de vida que vivem os adolescentes. Atividades como grêmios, clubes de ciências, de dança ou esportes, podem e devem complementar as atividades estritamente acadêmicas. "O protagonismo do jovem deve ser entendido de forma mais ampla que a necessária escolha por ele de trajetórias educacionais. O aluno adolescente é alguém que deve ser ouvido, portador de um projeto de vida expresso em sonhos de futuro e de interesses presentes que o mobilizam para a aprendizagem. [...] além da possibilidade de um ensino técnico ou acadêmico, devem haver possibilidades de trilhas mais associadas às artes, aos esportes ou às ciências. Para completar o modelo, cabe incluir na escola o desenvolvimento de competências socioemocionais e não apenas cognitivas, para termos uma escola própria (nos dois sentidos do termo) para jovens do século 21", afirma Claudia Costin.

Os limites da educação na mobilidade social

28/11/2016

"É urgente debatermos essa cultura da desigualdade que está impregnada nos mais diferentes setores da sociedade com o discurso de que é melhor oferecer qualidade para alguns, pois pelo menos esses são salvos, do que não oferecer uma boa educação para nenhum. Para termos um Brasil mais igual, precisamos dar mais a quem tem menos, priorizando a universalização dos direitos, e não apenas das políticas. Isso exige políticas de longo prazo, customizadas de acordo com os diferentes territórios que apresentam diferentes realidades. Obviamente, a implantação de políticas para setores e territórios de alta vulnerabilidade social requer custos, muitas vezes mais altos. Mas é importante termos uma visão de longo prazo que inclua a todos, ainda que de forma gradual. O que não podemos mais admitir é a implantação de políticas que privilegiam poucos enquanto não há um planejamento para a igualdade de direitos de todos", assegura Neca Setubal.

A metade que falta para as princesas

22/11/2016

A psicóloga do Alana, Maria Helena Masquetti, traz um ponto de vista importante sobre as consequências da cultura da fragilidade para meninas e meninos. "É urgente refletir sobre o quanto a cultura da fragilidade coloca as mulheres cada vez mais para fora do cenário profissional e político. Em lugar de príncipes encantados, a verdadeira metade que falta para elas é, por exemplo, a ocupação igualitária nas tribunas e cargos públicos, a equiparação de seus salários com os de homens na mesma função, o fim da violência doméstica, a proibição de seu uso como mero objeto sexual tão impunemente visível até nos comerciais de cerveja e a erradicação dos estupros cuja culpa ainda recai muitas vezes sobre elas mesmas sob alegações cínicas, incluindo o tipo de roupa que estariam usando, principalmente se não for cor de rosa."

5 feridas emocionais que podem deixar marcas na vida adulta

11/11/2016

"Os problemas vividos na infância podem provocar algumas cicatrizes emocionais que podem predizer como será nossa qualidade de vida quando adultos. Além disso, podem influenciar significativamente na forma como os nossos filhos se relacionarão conosco e com outras pessoas no futuro. [...] Se queremos formar uma geração de pessoas mais felizes e realizadas, é importante que estejamos atentos para não repetir erros que cometeram conosco e, sobretudo, nunca deixar de ouvir o que a criança tem a dizer, assim como mostrar o quanto ela é importante e amada".

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