ECA

Em que idade as crianças devem ser alfabetizadas?

05/09/2017

Há pelo menos duas maneiras de responder a essa pergunta: observando as melhores práticas em outros países e ouvindo os cientistas que estudam o assunto. "A idade de alfabetizar muda de país para país, mas deve começar no primeiro ano escolar. Alfabetizar é a missão mais importante do início da escolarização. [...] há momentos mais favoráveis para aprender e desenvolver determinadas habilidades. A área do cérebro responsável pela linguagem e pelo processamento da forma visual das palavras se desenvolve de maneira especialmente acentuada entre os 3 e 6 anos de idade. Depois dessa idade, a aprendizagem é sempre possível, mas há um preço a pagar. Esse preço é especialmente alto para as crianças que apresentam dificuldades para aprender a ler – e, de modo muito especial, para as crianças portadoras de dislexia", assinala o educador João Batista Oliveira.

Precisamos formar alunos para profissões que ainda nem existem

01/09/2017

"Seis em cada dez alunos do ensino fundamental no município de São Paulo acreditam que trabalhos em grupo, debates e o uso de tecnologia pelo professor facilitam a aprendizagem. Os estudantes paulistanos estão certos em querer maior interação com colegas e a aplicação da tecnologia como apoio pedagógico. São ferramentas que aumentam a atratividade do conteúdo escolar, claro, mas que, além disso, serão essenciais para a necessidade de frequente reciclagem ao qual serão expostos no futuro. [...] A escola e os formuladores de políticas educacionais precisam pensar em conteúdos e estratégias pedagógicas que olhem mais para o futuro. Ouvir os alunos é essencial", afirma a jornalista Érica Fraga.

Brincar é a melhor escola para as crianças

17/08/2017

"Onde está o brincar espontâneo, o prazer genuíno também está. Assim como estão a criatividade, a saúde mental, a poesia, a autoconfiança, a determinação, a curiosidade, a sociabilidade, a expressão corporal, as habilidades inatas e, sobretudo, a alegria e a disposição de fazer sem cansar até dar certo. Para os que conseguem levar para a vida adulta essa liberdade de se dedicar ao que de verdade os motiva, o trabalho dito sério segue prazeroso como um brincar. [...] pelo brincar livre, as crianças podem vir para fora e dizer ao mundo a que vieram, cada uma com seu jeito único e não padronizável. Vale o esforço de usar a imaginação para nos levar de volta ao ponto onde nossa alegria de ser se deparou com a crença no ter. E, se levarmos nosso coração junto nessa viagem, o diálogo entre a criança que fomos e o adulto que agora somos pode ser fácil para uns ou difícil para outros, mas há de ser certamente uma conversa reparadora", aponta a psicóloga Maria Helena Masquetti.

Não quero ser chamado de pai herói ou super pai

11/08/2017

“Um dia desses Luísa parou de brincar com suas massinhas e, insatisfeita, disparou: “Puxa papai, porque você não fala comigo?”. Aquilo me deixou péssimo. Nada de pai herói, me senti o pior dos pais do planeta. Ao mesmo tempo me fez refletir muito sobre essa imagem de paizão, pai herói e tantos outros adjetivos que vemos pipocar por aí – principalmente nas propagandas do Dia dos Pais. [...] E você, que tipo de pai você é? Um pai herói ou um pai comum? O pai que entrega um tablet na mão da filha para que ela assista desenhos enquanto faço minhas coisas? O pai que senta para brincar, a leva ao parquinho, mas fica mexendo e remexendo em redes sociais? Ou o que só fala o seu nome na hora de chamar a atenção ou dizer que não pode mexer aqui e ali?”, convida a refletir, o jornalista e pai, Fabrício Escandiuzzi.

O mundo, para as crianças, é a sua comunidade

01/08/2017

"Com o decorrer do tempo, muita coisa muda em nossas vidas, mas o que vivemos e sentimos na infância não deixa de existir por isso. Válido para as experiências boas ou não. [...] “Mas, e quando a criança crescer e passar a interagir com o mundo em sua real dimensão?”. Quem já ouviu a frase: “A primeira impressão é a que fica”, pode considerá-la válida também para esta primeira noção de mundo que as crianças têm. O modo como ela percebia seu mundo é o que prevalece. É muito mais fácil para um jovem se sentir aceito em seus grupos e resistir à compulsão consumista quando esteve protegido do assédio comercial até amadurecer para compreender e julgar as manobras de vendas. Em lugar de desejar tantas coisas pela indução do marketing, nossas crianças precisam justamente ser protegidas dele até que possam construir melhor sua identidade. Depois disso, serão escolhas feitas por pessoas mais seguras e provavelmente melhor convencidas, pela experiência grata da infância, de que o mundo todo pode ser mais feliz sem a pressão do consumo", destaca Maria Helena Masquetti.

 

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