ECA

Cuidados compartilhados, salários equivalentes e crianças sendo prioridade absoluta

12/08/2016

A presença paterna também gera benefícios de saúde ao bebê, aumentando o período de aleitamento da mulher, diminuindo a incidência de depressão pós-parto e acelerando o processo de recuperação quando a criança nasce prematura. São encontrados benefícios também para o pai que passa a cuidar melhor da saúde, tem autoestima melhor e trabalham mais. O Marco Legal da Primeira Infância tenta enfrentar essa questão. Prorroga para 20 dias a licença-paternidade para participantes do programa empresa cidadã, valendo também para adoção. Posteriormente o beneficio foi estendido para os servidores públicos federais. "Ainda são muitos os desafios a serem enfrentados. É necessário que a ampliação da licença-paternidade seja estendida a todos os trabalhadores da CLT, como direito e não como benefício. [...] Que essas mudanças sejam apenas o começo de uma mudança de mentalidade, por uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres e que coloque as crianças como prioridade absoluta", afirma Rubens Bias.

A lição das Olimpíadas para nossas escolas

09/08/2016

"A abertura dos jogos foi um rico espetáculo para ser tratado nas salas de aula. [...] O respeito à diversidade, a busca pelo diálogo e por saídas tanto para nossos problemas como para as crises mundiais podem ter inspirações e referências no espírito olímpico. Estes momentos são fundamentais para marcar simbologias e reforçar laços sociais, e por isso devem ser discutidas nas escolas. O esporte é uma atividade poderosa para trabalharmos valores fundamentais nesse momento que vivemos: disciplina, perseverança, projeto de vida, espírito de equipe, saber perder e saber ganhar. E valores olímpicos e paraolímpicos como o respeito, a excelência, a igualdade, a coragem, a inspiração e a determinação deveriam ser abraçados não só por alunos, mas também por educadores e gestores. Uma escola aberta às questões do mundo contemporâneo é uma escola que traz para a sala de aula toda essa discussão com suas contradições e potências", pontua Neca Setubal.

Praticar esporte pode aumentar as notas?

04/08/2016

"Atividades físicas auxiliam na frequência escolar; ajudam a desenvolver as habilidades de percepção, atenção e concentração; melhoram o comportamento em sala de aula, pois ajudam a desenvolver o espírito de equipe e o respeito ao educador; e tem um impacto positivo na redução da ansiedade e da depressão, no humor e no bem-estar. [...] Assim como o ato de brincar, que não é devidamente considerado como estratégia de desenvolvimento de habilidades, o esporte também deveria receber muito mais espaço nos planejamentos e nas escolas. No Brasil, apenas 33,5% das escolas têm quadra de esportes, de acordo com dados do Observatório do PNE", aponta Priscila Cruz, do Todos Pela Educação.

A importância da escolaridade materna na educação dos filhos

02/08/2016

"Diversos estudos mostram como uma maior escolaridade por parte das mães tem um impacto positivo na vida de seus filhos, influenciando em questões como a saúde e desenvolvimento físico e motor das crianças até seu desenvolvimento intelectual e suas habilidades cognitivas. [...] Entender o território, suas características sociais, econômicas e culturais faz muita diferença para que as crianças e jovens possam alcançar bons índices de aprendizagem. Muitas vezes, a escola não conhece as condições de vida de seus alunos e não reconhece os esforços dessas mães. Assim, acaba criando barreiras que afastam os pais das escolas. A busca por uma educação de qualidade para todos passa por vários fatores, e a participação dos pais é um deles. Por isso, a escola deve valorizar o esforço desses pais e mães pela educação de seus filhos", ressalta Neca Setubal.

Como entender o jovem e sua relação com a escola?

29/07/2016

"Políticas de educação integral ou de educação profissional têm atraído os alunos para a escola e resultado em melhores índices de aprendizagem nas avaliações nacionais. No entanto, tais políticas ainda são restritas a uma minoria dos estudantes brasileiros. As ocupações de alunos secundaristas nos colégios, que aconteceram recentemente, também revelaram que os jovens não apenas querem frequentar aqueles espaços, mas desejam uma escola que esteja conectada com o mundo contemporâneo. Para exemplificar esta demanda, eles organizaram aulas e oficinas sobre temas relativos a cultura, cidadania, direitos humanos, artes e comunicação. O debate sobre o ensino médio precisa incluir uma profunda reflexão sobre as juventudes. [...] Os jovens precisam se sentir empoderados para assumirem a responsabilidade por sua própria jornada de aprendizagem", destaca Neca Setubal.

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