Educação

Nenhum menino ou menina deveria sentir medo de ir à escola

21/03/2019

"Em meio ao legítimo clamor por segurança, o que ainda não é uma demanda social é a implementação da cultura de paz e educação em direitos humanos nas escolas. A solução não é armar os professores. Nas palavras de Malala, ativista paquistanesa e Prêmio Nobel, “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. O papel da escola não é unicamente ensinar disciplinas. A escola faz, sim, parte de um sistema de garantia de direitos e tem uma função essencial na construção da cidadania. É importante a atuação articulada com os demais atores, como assistência social, cultura, habitação e saúde física e mental. A escola é uma ponte entre a vida familiar e a vida pública e muitas vezes é o professor quem consegue identificar possíveis transtornos de comportamentos, quadros de depressão e até de violência doméstica. Educação integral não é apenas escola em tempo integral, mas o desenvolvimento completo do ser humano nas suas mais diversas dimensões", assinala Bruna Ribeiro, jornalista e especialista em Direito Internacional.

Todos juntos pela infância

29/05/2018

"Investir na Primeira Infância é mais eficiente e mais 'barato' do que conter os gastos futuros e, principalmente, os prejuízos – prejuízos estes que se manifestam, individual e socialmente, em diversas esferas, como saúde, escolaridade e renda/emprego. No entanto, investir na Primeira Infância, apesar de fundamental, não é realidade no Brasil nem em diversos países. Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado em 2017, mostrou que 32 países – onde vivem, no total, 85 milhões de crianças abaixo dos cinco anos – ainda não tinham as três políticas que a entidade propõe: dois anos de Educação pré-primária gratuita, direito de amamentação no trabalho durante os primeiros seis meses do bebê e licença parental para pais e mães. [...] Estamos em um ano em que precisamos tomar, nas urnas, decisões que podem mudar finalmente o rumo do Brasil. Os candidatos precisam, urgentemente, olhar para nosso futuro – as crianças", alerta Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação.

Como afastar nossos jovens do crime?

16/05/2018

O Brasil teve em 2017 o maior número de mortes violentas do mundo – foram cerca de 60 mil pessoas assassinadas. Morreu mais gente violentamente no Brasil do que em muitas das guerras civis que ocorreram na última década. Grande parte das vítimas são jovens, homens, negros e moradores de bairros pobres. Metade das mortes de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil hoje é causada por assassinatos. O custo econômico e social dessa tragédia é exorbitante. "O Brasil passa por uma crise de crime e violência e a solução para ela terá que vir de políticas que deem mais oportunidades para nossos jovens. Mais e melhores escolas e acesso ao mercado de trabalho são as únicas armas que temos para competir com o crime organizado. A intensificação do uso da força, seja por meio da polícia ou do Exército, será sempre uma política paliativa — consequência da nossa falha como sociedade de prover oportunidades mais iguais para a nossa juventude", pontua o professor Claudio Ferraz.

Do local para o global: o aprendizado a partir do conhecimento da própria comunidade

03/05/2018

"A melhor escola é aquela que usa os conhecimentos da própria comunidade para o aprendizado. De nada adianta aprender o que está nos livros se a comunidade não está empoderada de seus saberes locais. A sabedoria popular tem muito a ensinar. Aprender a partir da realidade local é muito mais fácil. Em Pedagogia do Oprimido, Freire propõe uma prática em sala de aula que incentive a criticidade dos alunos. A missão do professor deixa de ser transmitir e passa a possibilitar a criação e produção de conhecimentos, proporcionando que os indivíduos troquem e se eduquem entre si, mediados pelo mundo. Como há muitos mundos dentro de um só, é preciso reconhecer as diversidades de nossas crianças e adolescentes, espalhadas pelas comunidades ribeirinhas, quilombolas, rurais e tantas outras no Brasil, cheias de riquezas e possibilidades de aprendizado. Transformando o local transformamos também o global", aponta a jornalista Bruna Ribeiro.

Não priorizamos a educação, não, senhor

27/04/2018

"Colocar a educação como prioridade é chamar para si a responsabilidade, é acabar com desperdícios para investir mais no que gera aprendizagem, é usar como referência o que o município ou o estado vizinho está fazendo e dando certo, é fazer as escolhas necessárias e impopulares, é colocar muita energia para realizar melhorias constantes nos processos de implementação, é garantir que as ações cheguem às escolas. Sem haver um impacto positivo na sala de aula, a política pública fracassa. Priorizar é fazer as escolhas certas para cada tempo. Hoje, é tempo de investirmos na primeira infância, nos professores, na gestão, em mais tempo dos alunos na escola, em estruturas escolares mais dignas. É investir mais e melhor nos alunos mais pobres. Claro que a educação, sozinha, não consegue resolver todos os problemas nacionais, mas nunca vamos melhorar de verdade como nação enquanto não investirmos nela e nas pessoas. Um país é o que suas pessoas são", assinala Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação.

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