Educação

Como combater o bullying na escola

06/04/2018

O bullying já é considerado um problema de saúde pública no Brasil. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) aponta o Brasil como quarto país com maior prática de bullying no mundo. Dados mostram que 43% dos estudantes de 11 a 12 anos disseram ter sido vítimas de violência física ou psicológica na escola pelo menos uma vez em outubro do ano passado. "No ambiente escolar, o bullying pode ser definido como uma forma de agressão praticada por um ou mais estudantes contra outro(s), de maneira intencional e repetidamente, que ocorre sem motivação evidente, causando dor e angústia – sendo caracterizada também pela relação desigual de poder. Ele afeta o relacionamento social, o desempenho escolar e a saúde de crianças e adolescentes. A cultura de paz está no ideal pedagógico dos educadores e das escolas, mas deve ser seguida de ações com conteúdo para evitar essa forma de opressão", reitera o educador Cláudio Neto. 

Empreendedorismo social e inovação na educação transformam o mundo

27/03/2018

"Na educação, sendo ela do campo social, a inovação diz respeito a conceito, processo, estrutura ou metodologia que enfrenta os desafios do presente, produzindo mudanças positivas no mundo. E qual o sentido dessas mudanças, o que elas devem buscar superar? As desigualdades socioeconômicas, a degradação ambiental e os limites à democracia impostos pela concentração do poder econômico. Por isso, efetivamente inovadoras são as iniciativas que se voltam para o fortalecimento de participação, responsabilidade, colaboração, empatia, transparência, criatividade e descentralização. Característica básica da inovação social é ser criação daqueles que dela vão se beneficiar. Por isso não é possível replicar experiências inovadoras, como se elas pudessem gerar modelos prontos. [...] As aprendizagens mais importantes para que os jovens possam produzir mudanças positivas no mundo só podem acontecer em organizações educativas (escolas ou não) que se identificam como centros locais de produção e cultura, reinventando as estruturas, os processos e as metodologias para isso", afirmam especialistas da Ashoka.

A segurança das crianças está na cara da gente

06/02/2018

"A segurança e o calor de nossa presença, somada ao estímulo que podemos dar a elas de explorar espaços, pesquisar, experimentar, descobrir e de criar brinquedos que brotam dos anseios genuínos delas, certamente as ajudará a suportar melhor as turbulências do consumo que estremecem pela ganância as bases dos jardins da infância. Embora saibamos o quanto é difícil dizer não para uma criança, somos, por outro lado, as pessoas em quem elas mais confiam e se espelham. Se não têm condições de questionar o mercado agora, certamente terão mais tarde. Fora isso, reconhecer os sentimentos delas e demonstrar que compreendemos o quanto lhes é penoso lidar com tantos desejos, as fortalece também por serem levadas em conta. Maior que as marcas de tantos produtos são as marcas do amor que temos por elas, marcas que não saem de moda, que não enganam, que não exploram a ingenuidade infantil e que, além disso, não tiram delas o tempo impagável de viver plenamente sua infância", assegura Maria Helena Masquetti.

Melhor forma de combater a violência nas escolas é promover a paz

02/02/2018

"A escola pública é uma política de promoção da cidadania de caráter universal, inclusivo. Isso implica uma educação provedora, acolhedora e, sobretudo, transformadora para que o exercício pleno dos deveres e direitos seja de fato uma conquista de todos. Nesse contexto, a escola pública tem a missão de dar aos jovens educação de qualidade e também de lhes fornecer instrumental para buscar todos os outros direitos, inclusive o direito à cidade e seus espaços, serviços e equipamentos públicos. Essa estratégia é essencial para o desenvolvimento de uma cultura de paz. A escola pública, justamente por seu caráter transformador, deve rejeitar práticas perpetuadoras de exclusão que, frequentemente, se traduzem em criminalização dos nossos jovens mais carentes", aponta a educadora Macaé.

Transformar realidades nocivas com boas políticas públicas

30/01/2018

"Uma realidade indesejável se transforma com boas políticas públicas e é importante que elas sejam explicitadas nos programas dos candidatos. Mas a transformação requer também disposição de comprar as brigas necessárias, já que, dada a fragmentação de interesses instalada, há sempre algum grupo que se beneficia com o status quo e que se sentirá ferido com a mudança. Carlos Matus, especialista chileno de planejamento governamental, preconizava em seu livro O líder sem Estado-Maior que presidentes dispusessem de uma equipe competente em processamento técnico e político das questões mais relevantes. Não basta ter boas propostas técnicas e monitorá-las, é fundamental, ao buscar o interesse coletivo, elaborar uma teoria da mudança em que se mapeiem eventuais opositores e se identifiquem coalizões passíveis de serem construídas para a implantação", assinala a professora Claudia Costin.

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