Educação

A precariedade dos espaços públicos

27/03/2014

Em artigo publicado nesta quinta-feira (27), no jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), o jornalista Alfredo Fedrizzi, da Agência Escala, parte do tema dos chamados "rolezinhos", que recentemente levaram centenas de adolescentes e jovens aos shopping centers de todo o País, para refletir sobre a qualidade dos espaços públicos que as cidades brasileiras oferecem. "Oriundos da periferia, esses jovens procuram lugares para encontrar sua turma, conversar e namorar. Espaços para se divertir e não para barbarizar. Se olharmos para essa juventude sem preconceitos, veremos que as cidades brasileiras quase nada oferecem às novas gerações com pouco poder aquisitivo, mas seduzidas pelas inúmeras ofertas de consumo. Elas não têm opções seguras para o lazer e o entretenimento em grupo. São raros os locais públicos equipados, as praças bem cuidadas, os ambientes propícios para a convivência alegre, mas pacífica, típica de jovens de qualquer faixa social", afirma.

Educação e desigualdade de renda

26/03/2014

O economista Cristiano M. Costa, professor do programa de pós-graduação em Ciências Contábeis da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), cita, em artigo publicado nesta quarta-feira (26), no jornal Zero Hora, artigo recente dos pesquisadores Naércio Menezes, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), e Andréa Curi, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que, segundo ele, "teve grande repercussão na área de educação". "Em linhas gerais, os resultados do estudo mostram que os estudantes que obtêm melhores notas em português e em matemática no Ensino Médio já recebem salários maiores após apenas cinco anos depois de formados. Os ganhos estimados chegam a 4,6% para um incremento de 10% na pontuação do Enem", diz. "Este resultado é conhecido na literatura econômica. Mas verificar que esta relação positiva entre desempenho escolar e rendimento também se aplica ao Brasil é extremamente importante para suscitar o debate sobre o tema no país", completa.

Novas fronteiras para a educação no século 21

25/03/2014

Em artigo publicado nesta segunda-feira (24) no jornal O Globo, o Jornalista Amigo da Criança Antônio Gois defende que uma das explicações possíveis para o fato de que alguns alunos mostrem um desempenho superior em relação a outros está no papel da inteligência. "[...] jovens com maior capacidade cognitiva aprendem melhor e, dessa maneira, vão tirar as maiores notas em testes, passar no vestibular, estudar numa boa faculdade e conseguir melhores empregos", afirma. "As boas escolas, seguindo essa linha de raciocínio, seriam aquelas que preparam seus estudantes para esses desafios. Como consequência, são também as mais bem colocadas em rankings elaborados a partir de avaliações como o Enem", completa.

Porque dizer não a nossos filhos

24/03/2014

Em artigo publicado neste domingo (23) no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte (MG), o médico José Carlos Lassi Caldeira fala sobre o medo contemporâneo de dizer não " aos irmãos, aos amigos, nos dias hedonistas atuais, onde a regra é mostrar-se sempre "bem" e demonstrar ao respeitável público do facebook que se está sempre no gozo dos prazeres da vida". Segundo ele, esse medo "tem contribuído para a deturpação dos valores, para a não aceitação de limites, para o desrespeito dos direitos dos próximos e para a desorganização do tecido social". "Se à criança não é ensinado o valor do não, teremos, com muita probabilidade, adolescentes e adultos com desvios de condutas e, como consequência, a violência que hoje é, no Brasil, a maior causa de mortes entre jovens. Homicídios, acidentes de trânsito, suicídios, principalmente entre homens jovens em idade produtiva, são responsáveis por quase 10% do total de mortes anualmente no país: muito mais que numa guerra", avalia.

Sem privilégios, mas com amor!

21/03/2014

Em artigo publicado nesta sexta-feira (21), no jornal Zero Hora, o sociólogo Antonio Marcelo Pacheco fala sobre o Dia Mundial da Síndrome de Down. Ele é pai de uma menina que tem essa síndrome. "A data de 21 de março é consagrada ao dia mundial da síndrome de Down. Ingenuamente chamado de cromossomo do amor. A realidade, em muitos casos não é assim tão cor-de-rosa e branda. Esse cromossomo a mais representa uma luta constante por parte de todos os que não o têm e que são obrigados a amar, conviver, aceitar, superar e sofrer todas as dificuldades que, no dia a dia, ali, no recanto privado, se mostram tão árduas e às vezes desvelam a nossa condição tão mesquinha de amar.", afirma. "Minha filha tem síndrome de Down. Há sete anos convivemos no processo do luto à luta que tem momentos gloriosos, mas igualmente dolorosos e frustrantes", conta.

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