Educação

O Ensino Médio pede urgência

09/09/2016

No Brasil temos hoje cerca de 10 milhões de jovens que não estão estudando nem trabalhando, e cuja maioria nem sequer completou o Ensino médio. E o pior: dos que concluíram essa última etapa da Educação básica, a maioria o fez com níveis de aprendizagem extremamente baixos. De cada 100 Alunos concluintes, apenas nove aprenderam o que seria esperado em matemática, e vinte e sete em língua portuguesa. "Isso é o reflexo de um Ensino que não dialoga com o mundo dos jovens, de uma Escola chata como disse Priscila Cruz, do Todos Pela Educação. Os jovens querem uma Escola que caiba na vida. Portanto, se fizermos a coisa certa, teremos dinheiro para mudar o atual quadro, se considerarmos o que se perde com abandono Escolar. [...] A meu ver, o problema financeiro é o menor, pois parece-me que o maior deles é de concepção — tomar a decisão política que interessa aos nossos jovens e ao Brasil", ressalta Mozart Neves Ramos.

A complicada questão da disciplina

30/08/2016

Um dos mais agudos paradoxos vividos na educação hoje é: como justificar a existência da escola quando alunos desistem de aprender e professores desistem de ensinar? A busca de soluções faz com que a maioria dos olhares voltem-se para a escola e para o professor, como se apenas a estes coubessem a tarefa de tentar resolver os problemas. "Mas a responsabilidade de disciplinar não cabe apenas a eles. [...] É fundamental instaurar um diálogo verdadeiro entre professores, pais, alunos, equipe técnica e líderes comunitários. Só assim, alunos, educadores e famílias poderão encontrar formas justas e amigáveis de resolver pontos de divergências e construírem de modo coletivo regras de conduta e redes de apoio", afirma Maria Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec.

A igualdade como valor

26/08/2016

“Em meio às dificuldades que o país atravessa, a educação não pode ficar à espera de ‘melhores condições’ para avançar”, adverte André Lázaro, da Fundação Santillana. "São muitas as implicações que ligam educação e igualdade: por um lado, as práticas cotidianas da vida escolar devem se pautar e promover esse valor. Por outro, as condições para a oferta da educação devem superar a reprodução das desigualdades, tão persistentes em nosso país, e garantir condições de financiamento, infraestrutura e valorização dos profissionais que atuam na área. Não alcançaremos níveis superiores de justiça na educação por meio de discursos e intenções. São fundamentais as diretrizes, os meios e as práticas que orientam e organizam os sistemas de ensino. [...] O Sistema Nacional de Educação e o Custo Aluno Qualidade inicial são, concretamente, os passos decisivos e imediatos para que a igualdade seja uma das qualidades da educação brasileira".

Um chamado para empoderar os jovens

18/08/2016

“Os jovens têm habilidade e energia, mas ainda carecem de oportunidades de trabalho decente. Em todo o mundo, mais de 70 milhões estão desempregados. Para nós, os jovens podem fazer mais do que preencher vagas de trabalho – eles podem criá-las. E podem ajudar a consolidar a visão da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, nosso plano global para as pessoas, o planeta e a prosperidade. [...] Os jovens precisam ser cidadãos globais, que levantem suas vozes e mudem nosso mundo. Avançar no progresso é somar. Quando nós apoiamos constantemente os jovens do mundo, eles podem criar um futuro mais seguro, justo e sustentável para as gerações que estão por vir”, assegura Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

A lição das Olimpíadas para nossas escolas

09/08/2016

"A abertura dos jogos foi um rico espetáculo para ser tratado nas salas de aula. [...] O respeito à diversidade, a busca pelo diálogo e por saídas tanto para nossos problemas como para as crises mundiais podem ter inspirações e referências no espírito olímpico. Estes momentos são fundamentais para marcar simbologias e reforçar laços sociais, e por isso devem ser discutidas nas escolas. O esporte é uma atividade poderosa para trabalharmos valores fundamentais nesse momento que vivemos: disciplina, perseverança, projeto de vida, espírito de equipe, saber perder e saber ganhar. E valores olímpicos e paraolímpicos como o respeito, a excelência, a igualdade, a coragem, a inspiração e a determinação deveriam ser abraçados não só por alunos, mas também por educadores e gestores. Uma escola aberta às questões do mundo contemporâneo é uma escola que traz para a sala de aula toda essa discussão com suas contradições e potências", pontua Neca Setubal.

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