Políticas Públicas

Por que precisamos falar sobre 3,5 milhões de crianças fora das creches?

23/02/2017

"O Brasil tem avançado na atenção às suas crianças. A aprovação do Marco Legal da Primeira Infância, em março de 2016, por exemplo, foi um dos resultados práticos do crescente entendimento de que investir nessa fase da vida, do nascimento aos seis anos, pode realmente mudar o destino das pessoas e do próprio país. [...] Precisamos falar sobre as crianças fora das creches, bem como das demais necessidades que não estão sendo supridas para cada uma delas. Investir nos primeiros anos de vida traz benefícios à sociedade, ajudando o país a investir em seu desenvolvimento humano, político, social e econômico de maneira íntegra e sustentável. Se não estamos dando a devida prioridade para a primeira infância, estamos falhando como sociedade", assinala Eduardo de C. Queiroz, diretor-presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

A invisível exploração sexual nas estradas

15/02/2017

Mapeamento realizado pela PRF, entre 2013 e 2014, identifica 1.969 pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Brasil. "O problema da exploração sexual nas estradas deve ser enfrentado por toda a sociedade. Cabe ao poder público fazer valer a portaria 944 do Ministério do Trabalho, que trata das condições sanitárias dos locais de parada e descanso. A responsabilidade sobre o problema também recai em cada cidadão que, neste verão, trafegará pelas estradas do país em busca de diversão, lazer e descanso. Não podemos fingir que não é conosco. Ao parar na estrada para um simples café ou lanche, lembre-se de que nessas circunstâncias a exploração sexual pode se manifestar. Olhe em volta. Caso suspeite de uma situação de risco, não hesite; denuncie, disque 100 – o serviço de atendimento telefônico gratuito do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos", alerta Eva Dengler, gerente de programas e relações empresariais da Childhood Brasil.

Educação para o século 21

13/02/2017

"Quando falamos em Educação integral, estamos falando numa escola capaz de desenvolver os quatro pilares da Educação voltada para o século 21: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a conhecer. [...] O mundo mudou, e muito. É preciso que a Escola compreenda isso. É papel nosso, enquanto Educadores, não só contribuir para que todos os Alunos tenham assegurado o seu direito constitucional à aprendizagem, no sentido mais amplo, como prover aos nossos Professores o direito ao contínuo aperfeiçoamento da sua formação, para que, assim, tenhamos uma Escola integrada aos novos desafios do século 21 — em que não só as competências ligadas ao mundo do trabalho são trabalhadas, mas também aquelas que promovem o pleno desenvolvimento do ser humano", destaca o educador Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna.

O caminho da Educação de qualidade

10/02/2017

"Os dados revelam que um número maior de crianças tem acesso a uma Educação de qualidade, mas isso não é o suficiente: todas têm de ter esse direito garantido e esse é o dever máximo de cada gestor municipal. Para que isso aconteça, no entanto, a pasta de Educação e o prefeito precisam olhar para as dificuldades das Escolas de maneira individualizada, mapear e dar continuidade aos bons projetos educacionais, independentemente da troca de gestores e secretários, bem como possibilitar o intercâmbio de experiências entre as unidades de Ensino", afirmam Ricardo Falzetta e Pricilla Kesley, do Todos Pela Educação.

O futuro da educação pública no Brasil

21/12/2016

"Ao longo da nossa história, o Brasil cometeu um erro grave ao não priorizar o direito à educação para todos como principal pilar de um projeto de país. Esta decisão trouxe, e ainda traz, sérias consequências. Ela não apenas limita o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população como contribui para a manutenção das desigualdades sociais que historicamente afligem, sobretudo, os mais pobres.  Quando defendemos que todos têm direito a uma educação de qualidade, significa que ninguém pode ficar para trás. Por isso, cada vez mais precisamos de políticas públicas focalizadas, conectadas às realidades e às necessidades de cada território, que enfrentem as diferentes formas de desigualdade. [...] Frente à crise econômica, política e institucional, o país não pode permitir retrocessos. A sucessiva descontinuidade das políticas educacionais tem um impacto perverso. E o mesmo ocorre com propostas que são implementadas sem amplo debate e adesão dos educadores e dos diferentes setores da sociedade. Com a promulgação da PEC 55, que institui o novo regime fiscal e congela por 20 anos os gastos públicos federais nas áreas sociais, precisaremos uma união de esforços e muito diálogo para não deixarmos acontecer possíveis retrocessos e, ao mesmo tempo, avançar na agenda da educação pública", assegura Neca Setubal.

Páginas

Subscribe to RSS - Políticas Públicas  Feed RSS