Políticas Públicas

Um olhar para o começo da vida

12/04/2018

"Combater alta dos homicídios passa por medidas voltadas a infância e juventude. Entre as estratégias cuja eficácia está amparada por evidências estão as voltadas para o desenvolvimento na primeira infância e de habilidades parentais, com objetivo de fortalecer a relação entre crianças e seus responsáveis, criando famílias mais estáveis. Estão incluídos também políticas e programas voltados para o emprego juvenil. A criação de espaços públicos que possam contribuir para a convivência saudável entre adolescentes e o estabelecimento de relações pacíficas, com o apoio de metodologias já testadas, também é fundamental. Mais iniciativas que olhem para o começo da vida de brasileiros e brasileiras são urgentes não apenas pelo fato de a nossa juventude estar sendo brutalmente vitimada, mas também porque isso apresenta uma relação de custo-benefício alta. Para avançar nessa abordagem, precisamos de lideranças fortes, em especial prefeitos e governadores, dispostos a desenvolver e implementar planos integrais de prevenção e redução de violência que levem em consideração quais populações estão em situação de maior vulnerabilidade", sinaliza a cientista política Ilona Szabó de Carvalho.

Como combater o bullying na escola

06/04/2018

O bullying já é considerado um problema de saúde pública no Brasil. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) aponta o Brasil como quarto país com maior prática de bullying no mundo. Dados mostram que 43% dos estudantes de 11 a 12 anos disseram ter sido vítimas de violência física ou psicológica na escola pelo menos uma vez em outubro do ano passado. "No ambiente escolar, o bullying pode ser definido como uma forma de agressão praticada por um ou mais estudantes contra outro(s), de maneira intencional e repetidamente, que ocorre sem motivação evidente, causando dor e angústia – sendo caracterizada também pela relação desigual de poder. Ele afeta o relacionamento social, o desempenho escolar e a saúde de crianças e adolescentes. A cultura de paz está no ideal pedagógico dos educadores e das escolas, mas deve ser seguida de ações com conteúdo para evitar essa forma de opressão", reitera o educador Cláudio Neto. 

Empreendedorismo social e inovação na educação transformam o mundo

27/03/2018

"Na educação, sendo ela do campo social, a inovação diz respeito a conceito, processo, estrutura ou metodologia que enfrenta os desafios do presente, produzindo mudanças positivas no mundo. E qual o sentido dessas mudanças, o que elas devem buscar superar? As desigualdades socioeconômicas, a degradação ambiental e os limites à democracia impostos pela concentração do poder econômico. Por isso, efetivamente inovadoras são as iniciativas que se voltam para o fortalecimento de participação, responsabilidade, colaboração, empatia, transparência, criatividade e descentralização. Característica básica da inovação social é ser criação daqueles que dela vão se beneficiar. Por isso não é possível replicar experiências inovadoras, como se elas pudessem gerar modelos prontos. [...] As aprendizagens mais importantes para que os jovens possam produzir mudanças positivas no mundo só podem acontecer em organizações educativas (escolas ou não) que se identificam como centros locais de produção e cultura, reinventando as estruturas, os processos e as metodologias para isso", afirmam especialistas da Ashoka.

Como nossa sociedade mata a juventude – agora e no futuro

23/02/2018

Violências das mais diferentes formas que crianças e adolescentes sofrem ao longo da vida impactam, sim, na conformação e na manutenção de trajetórias infracionais. "Mais um relatório aponta em números uma situação há muito conhecida no Brasil: o país mata seus jovens. Realizado no contexto da Resolução da ONU - Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o estudo foi elaborado pela Fundação Abrinq para analisar a condição atual de crianças, adolescentes e jovens brasileiros, de forma a apoiar políticas que poderão modificar a situação de marcada vulnerabilidade e violência na qual a maior parte desse grupo vive. [...] É urgente fazer uso dos dados apresentados a fim de tornar ainda mais clara esta fotografia sobre uma sociedade que, ao matar sua juventude, elimina as chances de uma vida digna agora e no futuro. Devemos tomar os dados em articulação a fim de se que saiba que somos todos afetados por essa dura realidade, que pode e deve ser alterada", atenta Beatriz Saks, coordenadora de projetos da área de Prevenção da Violência do Instituto Sou da Paz.

Trabalho infantil no Carnaval. O que nós temos a ver com isso?

15/02/2018

"O Brasil se comprometeu internacionalmente a eliminar as piores formas de trabalho infantil até o ano 2016 e erradicar totalmente essa prática até 2020. As metas não foram atingidas, tendo sido renovadas perante a ONU até 2025. De outra parte, as alterações legislativas que precarizam relações de trabalho, como a Reforma Trabalhista, facilitando contratações sem vínculos, colocam em maior vulnerabilidade as crianças, que tendem a ser utilizadas como mão de obra no complemento da renda familiar. São inúmeros os prejuízos físicos, psicológicos e sociais ao desenvolvimento das crianças e adolescentes. É um problema de todos, pois reproduz as desigualdades sociais e raciais históricas, que impedem a construção de uma sociedade efetivamente justa e democrática. Para tanto, cada um tem que fazer a sua parte. É necessário romper o silêncio, acionar os órgãos de defesa e proteção (Ministérios Públicos, Conselhos Tutelares, Defensoria Pública, outros) através dos canais de denúncia (Disque 100)", alerta Elisiane Santos, coordenadora do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.

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