Políticas Públicas

Uma escola para jovens, por um novo ensino médio!

02/12/2016

Precisamos conceber uma escola própria para o momento de vida que vivem os adolescentes. Atividades como grêmios, clubes de ciências, de dança ou esportes, podem e devem complementar as atividades estritamente acadêmicas. "O protagonismo do jovem deve ser entendido de forma mais ampla que a necessária escolha por ele de trajetórias educacionais. O aluno adolescente é alguém que deve ser ouvido, portador de um projeto de vida expresso em sonhos de futuro e de interesses presentes que o mobilizam para a aprendizagem. [...] além da possibilidade de um ensino técnico ou acadêmico, devem haver possibilidades de trilhas mais associadas às artes, aos esportes ou às ciências. Para completar o modelo, cabe incluir na escola o desenvolvimento de competências socioemocionais e não apenas cognitivas, para termos uma escola própria (nos dois sentidos do termo) para jovens do século 21", afirma Claudia Costin.

Os limites da educação na mobilidade social

28/11/2016

"É urgente debatermos essa cultura da desigualdade que está impregnada nos mais diferentes setores da sociedade com o discurso de que é melhor oferecer qualidade para alguns, pois pelo menos esses são salvos, do que não oferecer uma boa educação para nenhum. Para termos um Brasil mais igual, precisamos dar mais a quem tem menos, priorizando a universalização dos direitos, e não apenas das políticas. Isso exige políticas de longo prazo, customizadas de acordo com os diferentes territórios que apresentam diferentes realidades. Obviamente, a implantação de políticas para setores e territórios de alta vulnerabilidade social requer custos, muitas vezes mais altos. Mas é importante termos uma visão de longo prazo que inclua a todos, ainda que de forma gradual. O que não podemos mais admitir é a implantação de políticas que privilegiam poucos enquanto não há um planejamento para a igualdade de direitos de todos", assegura Neca Setubal.

Creches e primeira infância, desafios dos novos prefeitos

07/11/2016

"Em tempos de recursos escassos, há prioridades a se considerar e promessas de campanha que merecem atenção, já que muitas demandam abordagens intersetoriais. Esse é o caso da primeira infância. Creches apareceram com ênfase em programas eleitorais, dado o interesse em manter as crianças protegidas enquanto as mães trabalham. No entanto, sabe-se que isso não é o suficiente para garantir uma infância saudável e preparar a nova geração para os desafios da vida. Além disso, os cuidados com a primeira infância não se limitam à educação. Demandam ação conjunta com saúde e promoção social e, portanto, mecanismos de coordenação", assinala Claudia Costin.

A chave do destino de cada criança

19/10/2016

"Quem tiver à sua frente a missão de formar uma criança, deve levar em conta que, nos primeiros anos, o mundo para ela se refere àqueles de quem ela depende e ao modo como é acolhida por eles. É por esta ótica que, para muitas pessoas, mesmo lidando com adversidades, o mundo se apresenta amistoso e pleno de possibilidades enquanto, para outras, em condição até mais favorável, pode parecer limitador e hostil. [...] Se o bem-estar e o desenvolvimento das crianças não for prioridade para uma comunidade ou nação, nada mais poderá ser, uma vez que serão elas que tocarão em frente nossa busca de um mundo melhor. Na proporção do lugar que ocupamos em sociedade, nossas principais perguntas diante de uma criança ou das crianças em geral em situação vulnerável devem ser: O que está ao meu alcance fazer para melhorar a vida desta criança? ou O que posso fazer para ajudar a tirar do abandono tantas crianças em minha cidade, em meu estado, em meu país?", aponta Mª Helena Masquettti.

O que está por trás da qualidade do ensino?

11/10/2016

“A discussão sobre a proposta da reforma do Ensino Médio deve buscar entender a inserção na escola dos alunos oriundos de famílias de alta vulnerabilidade, especialmente nos grandes centros urbanos. Nesse contexto, paralelamente a todos os fatores relativos a aprendizagem propriamente dita, as relações humanas no âmbito da educação, mais especificamente nas comunidades e nas escolas, deveriam ser tratadas com o mesmo sentido de urgência que os dados relativos às avaliações de aprendizagem. Ou seja, é preciso pensar também em como fortalecer a relação das escolas com as famílias de seus alunos, os bairros nos quais as instituições de ensino estão situadas e até mesmo em como integrar a população destes locais a ações na escola”, afirma a socióloga e educadora, Maria Alice Setubal.

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