Políticas Públicas

Os limites da educação na mobilidade social

28/11/2016

"É urgente debatermos essa cultura da desigualdade que está impregnada nos mais diferentes setores da sociedade com o discurso de que é melhor oferecer qualidade para alguns, pois pelo menos esses são salvos, do que não oferecer uma boa educação para nenhum. Para termos um Brasil mais igual, precisamos dar mais a quem tem menos, priorizando a universalização dos direitos, e não apenas das políticas. Isso exige políticas de longo prazo, customizadas de acordo com os diferentes territórios que apresentam diferentes realidades. Obviamente, a implantação de políticas para setores e territórios de alta vulnerabilidade social requer custos, muitas vezes mais altos. Mas é importante termos uma visão de longo prazo que inclua a todos, ainda que de forma gradual. O que não podemos mais admitir é a implantação de políticas que privilegiam poucos enquanto não há um planejamento para a igualdade de direitos de todos", assegura Neca Setubal.

Creches e primeira infância, desafios dos novos prefeitos

07/11/2016

"Em tempos de recursos escassos, há prioridades a se considerar e promessas de campanha que merecem atenção, já que muitas demandam abordagens intersetoriais. Esse é o caso da primeira infância. Creches apareceram com ênfase em programas eleitorais, dado o interesse em manter as crianças protegidas enquanto as mães trabalham. No entanto, sabe-se que isso não é o suficiente para garantir uma infância saudável e preparar a nova geração para os desafios da vida. Além disso, os cuidados com a primeira infância não se limitam à educação. Demandam ação conjunta com saúde e promoção social e, portanto, mecanismos de coordenação", assinala Claudia Costin.

A chave do destino de cada criança

19/10/2016

"Quem tiver à sua frente a missão de formar uma criança, deve levar em conta que, nos primeiros anos, o mundo para ela se refere àqueles de quem ela depende e ao modo como é acolhida por eles. É por esta ótica que, para muitas pessoas, mesmo lidando com adversidades, o mundo se apresenta amistoso e pleno de possibilidades enquanto, para outras, em condição até mais favorável, pode parecer limitador e hostil. [...] Se o bem-estar e o desenvolvimento das crianças não for prioridade para uma comunidade ou nação, nada mais poderá ser, uma vez que serão elas que tocarão em frente nossa busca de um mundo melhor. Na proporção do lugar que ocupamos em sociedade, nossas principais perguntas diante de uma criança ou das crianças em geral em situação vulnerável devem ser: O que está ao meu alcance fazer para melhorar a vida desta criança? ou O que posso fazer para ajudar a tirar do abandono tantas crianças em minha cidade, em meu estado, em meu país?", aponta Mª Helena Masquettti.

O que está por trás da qualidade do ensino?

11/10/2016

“A discussão sobre a proposta da reforma do Ensino Médio deve buscar entender a inserção na escola dos alunos oriundos de famílias de alta vulnerabilidade, especialmente nos grandes centros urbanos. Nesse contexto, paralelamente a todos os fatores relativos a aprendizagem propriamente dita, as relações humanas no âmbito da educação, mais especificamente nas comunidades e nas escolas, deveriam ser tratadas com o mesmo sentido de urgência que os dados relativos às avaliações de aprendizagem. Ou seja, é preciso pensar também em como fortalecer a relação das escolas com as famílias de seus alunos, os bairros nos quais as instituições de ensino estão situadas e até mesmo em como integrar a população destes locais a ações na escola”, afirma a socióloga e educadora, Maria Alice Setubal.

Desafios da Educação aos novos prefeitos

29/09/2016

"Os novos mandatários municipais irão assumir num cenário muito difícil da vida política e econômica brasileira. A restrição orçamentária será significativa para demandas crescentes em relação à Educação Infantil, tanto em relação ao acessoa creche e pré-escola, quanto no que se refere à qualidade do ensino. E isto passa pela valorização do professor.Por isso,o atual cenário vai exigir, como nunca dos futuros prefeitos, foco nos gastos, planejamento e saber fazer a escolha correta do secretário de Educação. [...] O enfrentamento deste desafio passa por uma escola com educação integral, uma escola que promova o desenvolvimento dos alunos não só no aspecto cognitivo – vinculado à aprendizagem escolar –, mas também o desenvolvimento das chamadas habilidades para a vida, como criatividade, pensamento crítico, trabalho colaborativo e abertura ao novo, entre outras. Os novos prefeitos precisam preparar as nossas crianças para o século 21 e, assim, romper com uma escola que ainda está no século 19", pontua o educador Mozart Neves Ramos.

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