Políticas Públicas

Queremos uma educação voltada para o mercado ou para a inclusão?

26/07/2016

"Docentes precisam ter em mente as diversas necessidades e os desafios que os estudantes podem enfrentar... Todos os alunos podem se beneficiar de estratégias de ensino que são criadas a partir de um conceito de desenho universal de aprendizagem. [...] A educação que precisamos não deve se contentar com a formação de pessoas que se limitam a seguir as regras do jogo e a enxergar o mundo tal como o herdamos. Precisamos buscar um tipo de educação que nutra o desenvolvimento de cidadãos críticos e incomodados. Isso implica considerarmos a formação de seres humanos capazes de romper com visões dicotômicas e de interferir positivamente na complexa tessitura de uma sociedade coesa e igualitária", afirma Rodrigo Hübner Mendes.

O impacto de bons professores no aprendizado dos alunos

21/07/2016

"Temos afirmado que a qualidade da nossa educação tem relação direta com a qualidade de nossos professores. Um estudo americano, publicado na revista britânica "The Economist", demonstra que em um único ano os professores tidos como os 10% melhores impactam três vezes mais a aprendizagem dos alunos que os 10% piores. [...] A educação ainda é um desafio na sociedade contemporânea. Em um país como o Brasil, onde ainda não alcançamos níveis básicos na qualidade da aprendizagem de nossas crianças e jovens, negligenciar a formação dos professores é um risco de não só não avançarmos nos indicadores como comprometermos ainda mais as atuais e futuras gerações", assinala a socióloga e educadora Maria Alice Setubal.

A educação de jovens e adultos chega apenas a 5% do público ao qual se destina

05/07/2016

O educador Roberto Catelli Jr. afirma que o país ainda não sabe como lidar com o analfabetismo funcional que atinge quase um terço da população brasileira. "Para que se possa efetivamente avançar na redução dessa grande dívida social do país, portanto, é necessário que se caminhe na construção de novos paradigmas para a modalidade, com formas de atuação e currículos próprios que estejam de acordo com as demandas pessoais e profissionais de jovens e adultos que retornam à escola. [...] Por fim, a política pública de educação precisa deixar de colocar em lados opostos a educação de crianças e adolescentes e a de jovens e adultos, pois estudos como o Inaf mostram que o nível de alfabetismo dos filhos tem relação direta com o nível de escolaridade dos pais, ou seja, é preciso pensar numa educação que considere toda a família, e não apenas as crianças".

Quando a cultura jovem entra na escola

01/07/2016

"Voltar o olhar para as periferias é descobrir a potência, a criatividade e a mobilização existentes nesses espaços. [...] Os jovens no Brasil e em todo mundo têm se rebelado de diferentes maneiras para serem ouvidos, serem levados em conta, serem protagonistas, autores. Muitas vezes a internet funciona como um instrumento valioso para a expressão de opiniões, de manifestações artísticas e de articulação entre diferentes grupos. Mas cabe à escola fazer uma conexão entre os saberes escolares com os temas contemporâneos. Escolas de todos os territórios devem ser capazes de ouvir, acolher e debater todas essas questões dentro das salas de aula. É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada", afirma a socióloga e educadora, Maria Alice Setubal.

É preciso ouvir os jovens e, ao mesmo tempo, ampliar o seu repertório de conhecimento para que essa participação política e cultural seja mais qualificada.

Uma reflexão sobre crianças e adolescentes em situação de rua

23/06/2016

"Segundo pesquisa da SDH, em parceria com IDEST de 2011, temos 24 mil crianças e adolescentes em situação de rua: 3 em cada 10 pessoas em situação de rua são menores de 18 anos. A atuação do Estado com crianças e adolescentes em situação de rua segue duas lógicas principais, uma lógica de que as ruas das cidades devem ficar livres de crianças e adolescentes “pobres e pedintes” e outra lógica de que as crianças e adolescentes devem ficar livres das ruas para garantir seu pleno desenvolvimento. Em ambos os casos, a primeira ação é sempre tirar os adolescentes e as crianças da rua para então tomar outras medidas. [...] É preciso que a sociedade e os profissionais das políticas sociais optem pelo cuidado e pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes, mesmo quando em situação de rua", aponta Rubens Bias, analista de política social.

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